Em Curitiba a inflação de agosto fica em 0,43%

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Publicado sexta-feira, 5 de setembro de 2003 as 17:27, por: cdb

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Curitiba, no mês de agosto, para famílias que recebem de um a 40 salários mínimos, foi de 0,43%, segundo a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Em julho, o índice foi de 0,06%. O acumulado do ano é de 5,55%, e dos últimos 12 meses, 13,18%.

Dos sete grupos pesquisados, dois apresentaram variação negativa de preços: Vestuário (que foi o que teve a segunda maior influência no resultado do índice geral) e Alimentos e Bebidas.

No caso do grupo Vestuário, a queda foi de 4,29%, ainda em decorrência das liquidações de inverno. Os artigos que mais contribuíram para esse índice foram: agasalho masculino (-22%), agasalho infantil (-16,48%), camisa masculina (-9,05%), sapato feminino (-8,70%) e blusa feminina (-7,24%).

A queda no grupo Alimentos e Bebidas, que já vem ocorrendo há 11 semanas, foi de -0,61%, com influência maior das variações nos preços da batata-inglesa (-25,99%), do tomate (-12,52%) e do pão francês (-1,61%). Entre os produtos que tiveram maior influência positiva, destaca-se o mamão, com alta de 14,43%.

Transporte

O grupo Transporte e Comunicação foi o que mais influenciou no resultado final do custo de vida, com alta de 1,76%. Se não houvesse variação de preços nesse grupo, o índice geral teria sido igual a zero, pois sua contribuição foi exatamente o valor da inflação do mês, e as contribuições dos demais grupos compensaram-se entre si.

Com alta de preços, as principais influências deste grupo foram álcool combustível (12,79%), telefone residencial – serviços (10,08%) – item com maior contribuição dentre todos os pesquisados pelo IPC – conserto de veículos (3,09%), gasolina (2,79%) e automóvel de passeio e utilitário usado (0,89%). As maiores influências negativas foram constatadas nos preços do automóvel de passeio nacional zero km (0,98%) e do automóvel utilitário nacional zero km (5,40%).

Residência

A alta de 1,17% no grupo Artigos de Residência foi considerada expressiva, já que em julho havia apresentado uma queda de 0,07%. Alguns itens se destacaram, como móvel para sala – estante, com alta de 11,80%; móvel para quarto infantil, que subiu em média 6,23%; e móvel para copa e cozinha, com aumento de 3,70%.

O grupo de Saúde e Cuidados Pessoais também teve variação positiva de 1,17%, resultado, principalmente, dos aumentos dos planos de saúde (2,43%), medicamentos analgésicos e antitérmicos (4,30%) e artigos de maquiagem (17,16%).

No que se refere ao grupo Despesas Pessoais, a alta foi de 0,80%, com a qual colaboraram serviços de empregada doméstica (1,55%), excursões não-escolares (3,94%), mensalidades de clubes (4,49%) e cigarros (1,48%).

O grupo Habitação apresentou alta de 0,55%, destacando-se o aumento de energia elétrica residencial (2,24%), em função da alta do “seguro apagão”.