Em 2012, alimentos subiram o dobro da média em São Paulo

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Publicado sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 as 10:37, por: cdb
No período de compras natalinas, os preços dos itens alimentícios subiram de forma mais intensa
No período de compras natalinas, os preços dos itens alimentícios subiram de forma mais intensa

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, fechou o ano de 2012 em alta de 5,1%. Dos sete grupos pesquisados, o de alimentação foi o que mais pressionou a taxa ao longo do ano, com aumento de 10,2%.

No período de compras natalinas, os preços dos itens alimentícios subiram de forma mais intensa. O índice havia atingido 0,92%, na primeira prévia de dezembro, passou para 1,07%, na segunda, subiu para 1,41% na terceira e encerrou o mês com aumento de 1,4%.

Entre os produtos que ficaram mais caros ao final do ano passado estão as carnes suínas (4,97%) e o peru (1,66%), bastante consumidos na ceia natalina do brasileiro. Mas os alimentos do dia a dia também tiveram correção de preços: o arroz ficou 1,39% mais caro e o feijão, 3,96%. O óleo de milho também subiu (1,45%), assim como a farinha de trigo (7,4%).

A segunda maior elevação no acumulado de janeiro a dezembro ocorreu no grupo despesas pessoais (9,89%). Considerando apenas o mês de dezembro, a taxa ficou em 2,01%. No período, a alta foi influenciada por correções nas passagens aéreas (19,66%) e viagens de excursão (6,04%).

Embora tenha apresentado variação de 0,03% no último mês de 2012, o grupo educação acumulou a terceira maior taxa do ano (8,33%). Habitação teve alta de 2,18% no ano e de 0,47% em dezembro.

O grupo transporte apresentou taxa mensal de 0,29% e anual, de 0,21%, como efeito de um longo período com taxas negativas. Em saúde, o IPC fechou o mês em 0,24% e o ano, em 5,93%. Em vestuário, os índices são, respectivamente, 0,03% e 3,34%.