Elizabeth Taylor diz estar saindo de cena

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Publicado sábado, 22 de março de 2003 as 13:40, por: cdb

Aos 71 anos, a diva Elizabeth Taylor anuncia que está saindo de cena, e desta vez é para valer. A atriz disse que sua aparição no Oscar neste domingo vai marcar sua aposentadoria definitiva do show business.

Ao programa de TV Access Hollywood, ela disse que não se interessa mais em atuar. “Tudo parece muito superficial porque minha vida agora é a aids”, disse a ativista, que arrecada dinheiro para o combate à doença desde 1985, quando seu amigo Rock Hudson morreu.

Taylor vai aparecer na cerimônia em um segmento sobre os ganhadores dos prêmios nos 75 anos da cerimônia.

Filha de americanos – seu pai era galerista, sua mãe, ex-atriz de teatro -, Elizabeth Rosamond Taylor nasceu em Londres, em 1932. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a família voltou aos Estados Unidos, onde Liz começou sua carreira de garota prodígio.

Aos dez, já estava no set de “There´s One Born Every Minute”. Descoberta pelo estúdio MGM, estrelou no ano seguinte “Lassie Come Home”. A partir de então, colecionou uma série de sucessos, contracenou com as maiores estrelas de Hollywood, pela mão dos principais diretores, e tornou-se, ela própria, uma lenda. Teve infância de adulta e uma vida adulta de adolescente.

Para muitos, Liz Taylor é a última grande diva dos tempos em que Hollywood era sinônimo de glamour. É também uma sobrevivente. Passou por mais de 50 doenças graves e operações e por pelo menos oito casamentos. A imprensa sensacionalista chegou a noticiar sua morte, uma vez por câncer, outra por aids.

Entre os filmes inesquecíveis de Liz Taylor, estão “Um Lugar ao Sol” (com Montgomery Clift, em 1951), “Assim Caminha a Humanidade” (com James Dean e Rock Hudson, em 1956), “Gata em Teto de Zinco Quente” (com Paul Newman, em 58), “De Repente, No Último Verão” (de novo com Katharine Hepburn, mais Katharine Hepburn, em 59), “Cleópatra” (com Richard Burton, em 63), “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (outra vez com Richard Burton, em 66), e “A Megera Domada” (outro com Richard Burton, em 67). Foi duas vezes premiada com o Oscar, por “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” e “Disque Butterfield 8”.