Elite da PF inicia operações no Rio

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Publicado segunda-feira, 12 de maio de 2003 as 00:39, por: cdb

A Unidade de Elite criada pelo governo federal para atuar no Rio de Janeiro no combate ao crime organizado, começa a trabalhar nesta segunda-feira. Anunciada pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, durante encontro com a governadora Rosinha Matheus, a Unidade é formada pelo melhor que existe na Polícia Federal de todo o País e será subordinada diretamente ao diretor-geral da instituição, delegado Paulo Lacerda. É formada por 30 a 50 homens de várias partes do País.

O grupo vai trabalhar principalmente na área de inteligência da Polícia, fazendo o levantamento sobre lavagem do dinheiro proveniente do narcotráfico, contrabando de armas, mas também estará, sempre que necessário participando de operações de campo. A Unidade de Elite será comandada pelo delegado Luiz Fernando Gomes, que atuará orientado pelo delegado Paulo Lacerda com todo o apoio do ponto de vista de equipamentos e recursos técnicos.

Para o ministro, o grupo servirá de modelo para que se possa, eventualmente, adotar o mesmo padrão em outros estados brasileiros onde se façam necessárias ações rápidas e inteligente no combate à criminalidade.

Também como parte dos entendimentos que estão sendo mantidos entre os governos federal e do Rio de Janeiro, o Estado firma na quarta-feira o termo de adesão ao Sistema Único de Segurança Publica, criado pelo governo federal para todo o País. O ministro garantiu que o combate à criminalidade começa por Brasília, onde atualmente se faz uma trabalho ambicioso e abrangente de luta contra a lavagem de dinheiro, se estendendo pelo resto do País.

Tomaz Bastos admitiu que o combate à lavagem do dinheiro do Brasil não é fácil, lembrando que a Lei que trata do assunto existe há cinco anos e até hoje houve apenas uma condenação. “Nós pretendemos criar um Ofício de procuradores federais para tratar exclusivamente da lavagem de dinheiro no país, inclusive com a participação da Receita Federal, que também está envolvida nisto. Assim como a Comissão de Valores Mobiliário (CVM), a Bolsa de Valores, o Banco Central e a Polícia Federal. Não é algo que se faça da noite para o dia, mas estamos trabalhando e daqui para a frente nós vamos endurecer para que se combata o crime organizado pela sua causa final, que é a lavagem de dinheiro”.