Elas não querem mais compromissos sérios

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Publicado domingo, 30 de novembro de 2003 as 21:48, por: cdb

A mulher dá seu grito de liberdade, sendo cada vez maior o número de mulheres que vão à caça de homens simplesmente por ‘ficar’ não exigindo qualquer compromisso de seus parceiros.

Quarenta anos depois do advento da pílula anticoncepcional, as mulheres vivem uma nova etapa da revolução sexual, mostrando que elas têm um número cada vez maior de parceiros com quem se relacionam e desvinculam sexo de amor.

Nas relações amorosas sempre a mulher foi tida como aquela que lutava por um compromisso. Mas os tempos mudaram. Agora elas se inciam no sexo cada vez mais cedo e começam a transar no início da adolescência.

Elas não têm nada contra o namoro, o casamento, o fato de morar juntos ou de ter filhos, no entanto elas só querem se relacionar sem compromisso. E, enquanto o parceiro ideal não chega, o negócio é se divertir.

É cada vez maior o número de mulheres que estão aderindo a uma prática que já foi exclusiva dos homens: o sexo casual, do tipo “sem compromisso”, “uma vez só e adeus” ou “beijinho, beijinho, tchau, tchau”.

O sexo sem compromisso praticado atualmente pelas mulheres virou algo tão comum nos dias atuais do que em qualquer época anterior. Em outras épocas, se a mulher era divorciada, tinha um amante ou vários parceiros sexuais, ela era tida como prostituta.

Hoje, ao contrário, é tida como uma mulher “descolada”, livre e independente. O sexo casual ocorre em qualquer faixa de idade, classe social ou nível de instrução e é praticado de maneira muito mais aberta, discutido inclusive com as amigas que também fazem sem restrições.

Em todos os meios de nossa sociedade o pensamento é sempre o mesmo, ao contrário dos anos 70, em que o amor livre era restrito a grupos alternativos, como o movimento hyppie. Hoje, as mulheres tem até hino de guerra: “Já sei namorar”.

É só tocar o refrão que a mulherada pega fogo:  “Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem”.

O que elas dizem?

Algumas mulheres falam sobre o assunto, no entanto, somente se os sobrenomes não fossem divulgados. Cristiane, 28 anos, solteira, moradora do Leblon explica.

– Já conheci pessoas que me relacionei no mesmo dia, como em uma boate quando conheci um cara e sabia que aquela seria minha única chance. Saímos e fomos direto para um motel na Barra.

A carioca diz que “sexo sem compromisso é muito bom pois voce não precisa se preocupar com seu parceiro e sim com você”. E que sabe separar atração sexual de amor.

– Quando sinto atração física, a coisa pega fogo e trato logo de resolver o problema, sempre me preocupando em usar preservativo para aproveitar todos os momentos de forma segura. O melhor de tudo é falar para o homem que ele não precisa ligar no dia seguinte e nem me procurar … eles ficam pra morre – garante a psicóloga Cristiane.

Carol, de 24 anos, moradora de Ipanema também não vê problema nenhum na liberdade que tem de escolher aquele que será coroado com a vontade da designer naquele momento.

-Faço o que estou a fim pois tenho consciência do problema da AIDS. No entanto, não deixo as coisas para amanhã – conta Carol.

Mês passado, estava na praia quando conheceu um italiano. “Foi tiro e queda. Fiquei alucinada pelo cara e quando soube que iria viajar de volta para Roma no dia seguinte, não pensei duas vezes. Saímos da praia e fomos logo nos conhecer melhor. Transamos a noite inteira … foi ótimo” – garantiu Carol.

Hoje, a sociedade vê exemplos na vida de personalidades, artistas, intelectuais e pessoas comuns. Tornou-se rotina vermos em revistas que a fulana já largou o fulano e agora está com o ciclano. Que a fulana tem um casting de parceiros, do tipo “ficantes”.

Bonita e sensual, a publicitária Daniela, de corpo malhado, se considera uma pessoa normal e não vê problemas em se relacionar com alguém que acabou de conhecer e também em ter alguns amigos que a sat