Elaine Kaiser conquista 1º lugar no Prêmio Victor Civita 2003

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Publicado segunda-feira, 10 de novembro de 2003 as 21:58, por: cdb

Elaine Kaizer, 26 anos, que leciona na Escola Estadual Orlando Quagliato, na cidade de Ourinhos (SP), é a Professora do Ano. Ela conquistou o 1º lugar no Prêmio Victor Civita 2003.

O Prêmio é uma promoção da Fundação Victor Civita (FVC), que visa identificar, valorizar e recompensar experiências de ensino/aprendizagem consideradas de boa qualidade.

O concurso é aberto a todos os professores em exercício, que atuam na Educação Infantil, 1ª a 8ª série do Ensino Fundamental, de Educação de Jovens e Adultos e de Fundação Especial, de escolas públicas ou particulares, urbanas ou rurais.

Elaine, professora há seis anos, diz que a educação ocupa um lugar de destaque em sua vida.  “A educação sempre foi tudo na minha vida, desde criança sempre sonhei em ser professora. Hoje ainda não tenho filhos, pois estou dedicando meu tempo à escola e aos meus estudos”.

A educadora desenvolveu o projeto ‘O alcoolismo na comunidade escolar’ acreditando ser uma grande carência da comunidade onde ministra aulas.
 
O projeto Nota 10
 
Elaine explica que a idéia do trabalho surgiu durante conversas com alunos no início do ano letivo. “Notei que alguns tinham dificuldades de concentração pela manhã, enquanto outros faltavam muito na segunda-feira”.

A professora afirma que, em vários momentos, durante conversas informais, teve a confirmação dos alunos sobre diversos problemas existentes na vida deles e relacionados ao alcoolismo, como conflitos familiares, faltas excessivas da escola, entre outros.

Então, diante desses fatos, ela achou necessária a intervenção com um projeto para conscientizar os alunos dos problemas físicos, sociais e psicológicos acarretados pelo alcoolismo.

De acordo com a professora, o principal objetivo do seu projeto “O alcoolismo na comunidade escolar”  era diminuir a evasão dos alunos às segundas-feiras. “Essas faltas me preocupava muito. Queria saber o motivo e acabar com isso, mas o que mais me chocou foi quando descobri que muitos bebiam álcool etílico misturado com açúcar na falta de bebidas alcoólicas”.

Elaine conta que aceitação por parte de coordenadores da escola e dos alunos em relação ao projeto foi muito boa. “Nesta escola não há problemas quanto a realização de projetos, os alunos e a equipe são participativos, só há falta de recursos materiais, como o computador, o que dificultou muito”.

Na opinião dela, trabalhos como este ajudam a prender a atenção dos alunos dentro da sala de aula. “Quanto mais diversificada a aula, mais os alunos se envolvem”.

Ao ser questionada pelo Correio do Brasil sobre a participação de professores em projetos como o que realizou, ela respondeu:

– Existem vários docentes acomodados que só querem o salário, mas em compensação há bons profissionais que não importam-se com salários, condições de trabalho. Importam, sim, com seus alunos, com a melhoria da qualidade de vida deles. É preciso ter amor a profissão, no meu ponto de vista isto é o necessário.
 
O prêmio

A professora confessa que sua intenção ao se inscrever no concurso era ganhar uma assinatura da revista Nova Escola. “O regulamento do concurso dizia que os 1000 primeiros inscritos ganhariam uma assinatura da revista, e a minha estava vencendo”.

Dos 4027 inscritos, foram escolhidos 50; destes 50 foram selecionados 12 finalistas considerados professores nota 10 e destes foi selecionado o professor do ano de 2003.

O valor adquirido por Elaine foi de R$ 7500 pela classificação entre os 12 finalistas e mais R$ 10.000 pelo 1º lugar, além de uma bolsa de estudos no mês de janeiro com todas as despesas pagas para  Londres.

Os outros 12 finalistas também ganharam R$ 7500. E mil participantes ganharam uma assinatura da revista Nova Escola.

Elaine conta o que fará com o dinheiro do prêmio. “O dinheiro servirá p