EI assume responsabilidade por ataques perto de santuário xiita na Síria

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Publicado sábado, 11 de junho de 2016 as 12:46, por: cdb

No subúrbio de Sayeda Zeinab, onde ocorreram os ataques, está localizado o santuário xiita mais sagrado e é uma base de grupos militantes xiitas do Líbano e do Iraque que estão do lado do presidente sírio

Por Redação, com Reuters – de Beirute:

 

Militantes do Estado Islâmico assumiram a responsabilidade por explosões ocorridas em um subúrbio da capital Síria de Damasco, onde fica o mais sagrado santuário xiita do país, informou a agência de notícias Amaq, ligada ao grupo.

A mídia estatal da Síria informou que ao menos oito pessoas morreram nas explosões, mas o grupo Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, informou que chega a 20 o total de pessoas mortas.

Militantes do Estado Islâmico assumiram a responsabilidade por explosões ocorridas em um subúrbio da capital Síria de Damasco
Militantes do Estado Islâmico assumiram a responsabilidade por explosões ocorridas em um subúrbio da capital Síria de Damasco

No subúrbio de Sayeda Zeinab, onde ocorreram os ataques, está localizado o santuário xiita mais sagrado e é uma base de grupos militantes xiitas do Líbano e do Iraque que estão do lado do presidente sírio, Bashar al-Assad, na guerra de mais de cinco anos que tem devastado o país.

A agência de notícias Amaq afirmou que no ataque de sábado militantes detonaram um carro-bomba em Sayeda Zeinab, enquanto dois homens-bomba se explodiram nas proximidades do local. A mídia estatal da Síria mostrou imagens de destruição em grande escala em um mercado movimentado.

Forças apoiadas pelos EUA

As Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês), auxiliadas por ataques aéreos liderados pelos EUA e forças especiais norte-americanas, lançaram uma ofensiva na semana passada para tomar o último território do grupo extremista na fronteira entre Síria e Turquia, e isolou seu autodenominado califado do resto do mundo.

Outros inimigos do Estado Islâmico, incluindo os governos da Síria e do Iraque, também realizaram grandes ofensivas em outras frentes, o que representou a pressão mais constante sobre os militantes desde a proclamação de seu califado em 2014.

Autoridades das SDF, grupo formado no ano passado para unir poderosas milícias curdas e combatentes árabes anti-Estado Islâmico com endosso de Washington, não puderam ser encontradas de imediato para comentar.

Até a última quinta-feira as SDF haviam chegado a uma distância da última estrada principal para Manbij de onde podiam alvejar a localidade, que é o último bastião do Estado Islâmico na área fronteiriça a oeste do rio Eufrates. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse que as SDF na prática assumiram o controle da última estrada de acesso à cidade no início de sexta-feira.

– Não há mais nenhuma estrada… estão todas interditadas – afirmou o diretor do Observatório, Rami Abdulrahman.

A ofensiva próxima à divisa é a ação mais ambiciosa realizada na Síria até o momento por um grupo apoiado pelos EUA, que vinham lutando para desenvolver aliados capazes em solo sírio em meio à guerra civil de mais de cinco anos e vários participantes.