Egito prende militante ligado a uma série de ataques

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Publicado domingo, 28 de agosto de 2011 as 11:26, por: cdb

Egito prende militante ligado a uma série de ataques

CAIRO (Reuters) – A polícia local prendeu um dos militantes islâmicos mais procurados do Egito quando ele voltava ao país neste domingo, após receber ordens para deixar o Irã, disseram fontes de segurança aeroportuárias e a imprensa estatal.

Mohamed Shawqi el-Islambuli, irmão de Khalid el-Islambuli, que matou o ex-presidente Anwar al-Sadat em 1981, foi sentenciado à morte à revelia em 1992, por tramar a queda do Estado a partir do exterior.

Ele recebeu nova sentença em 1999 em um julgamento de mais de 100 membros suspeitos do movimento Gama’a al-Islamiya, culpado pelo massacre de turistas na cidade de Luxor, pelo ataque à bomba contra a embaixada do Paquistão e por uma série de mortes e tentativas de homicídio, incluindo um contra o sucessor de Sadat, Hosni Mubarak.

Informações não confirmadas da imprensa no final daquele ano davam conta de que Islambuli teria deixado o grupo. Por isso, alguns especialistas em militância islâmica suspeitaram de que havia divisões entre os membros do Gama’a al-Islamiya sobre se deveriam ou não renunciar à violência.

A liderança do grupo anunciou mais tarde que não mais usaria a violência e iria apoiar uma Constituição civil, com referência islâmica, para o Egito.

O líder da Al Qaeda, Ayman al-Zawahri, também sentenciado à revelia no mesmo julgamento, afirmou em 2006 que Istambuli tinha se juntado à Al Qaeda ao lado de outros membros do movimento.

Istambuli chegou do Irã via Dubai e foi preso logo após seu avião pousar. O militante foi entregue a investigadores criminais para ser apresentado perante um promotor militar, disseram fontes do aeroporto.

A agência de notícias estatal MENA afirmou que o militante será transferido a uma prisão no Cairo e vai esperar a data de um novo julgamento, como é exigido quando há sentenças à revelia.

O advogado de Istambuli, Nizar Ghorab, afirmou que seu cliente está muito doente e pediu que ele seja transferido para um hospital.

Ele disse que Istambuli deve ser tratado da mesma forma que Mubarak, que foi derrubado por uma revolta popular no dia 11 de fevereiro, “para preservar o princípio de tratamento igualitário.”

Istambuli retornou ao Egito depois que o governo do Irã disse a ele que deveria deixar o país e seguir para solo egípcio ou paquistanês. Após tentativas frustradas de entrar no Paquistão e na Turquia, ele embarcou no avião para o Egito, afirmou Ghorab.

Os laços do Egito com o Irã melhoraram desde a queda de Mubarak.

Reuters