Egípcio morto no Pará pode ter sido vítima de Antraz

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Publicado sábado, 26 de abril de 2003 as 21:35, por: cdb

O egípcio Ibrahim Saed Ibrahim, que morreu no dia 11 de abril, em Porto Trombetas, município de Oriximiná, no Oeste do Pará, pode ter sido vítima do antraz. A substância é a mesma que os terroristas da Al Qaeda, ameaçaram utilizar contra os Estados Unidos, depois dos atentados de 11 de setembro. O laudo preliminar foi dado pelo Instituto Médico Legal, em Belém, onde se encontra o corpo da vítima.

Ibrahim Saed Ibrahim saiu do Cairo, capital do Egito, de avião. Fez escala em São Paulo e seguiu para Macapá, no Amapá, onde embarcou em um navio cargueiro para Porto Trombetas, onde se localiza a Mineração Rio do Norte, subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce.

De acordo com a Polícia Federal, Ibrahim Saed Ibrahim transportava um pacote endereçado ao Canadá, que poderia estar contaminado com o antraz. Ao manusear esse pacote, o egípcio pode ter sido contaminado. Mas a contraprova só será apresentada na próxima semana, pelo Instituto Evandro Chagas. Depois, então, o corpo poderá ser liberado.

O superintendente da Polícia Federal no Pará, Geraldo Araújo, disse que as autoridades do Canadá foram alertadas pelo Brasil sobre a possibilidade de tentativas, por parte de terroristas, de enviar para aquele país, através do Brasil, substâncias letais como o antraz.