Eduardo Suplicy é alvo da truculência policial em São Paulo

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Publicado segunda-feira, 25 de julho de 2016 as 13:54, por: cdb

A violência da Polícia Militar do governo de Gerlado Alckmin é criticada na fanpage oficial do ex-senador

Por Redação, com Agências de Notícias – de São Paulo:

A truculência da Polícia Militar de São Paulo foi alvo de críticas no perfil do ex-senador Eduardo Suplicy no início da tarde desta segunda-feira. Segundo a publicação, “a truculência da Polícia Militar do governo Alckmin é inaceitável. Se fazem isso com um ex-senador da República, imagine o que sofre a população que tanto precisa de apoio”. Suplicy foi detido, nesta manhã, durante protesto contra a reintegração de posse de aproximadamente 450 famílias da ocupação Terra Pelada, no Jardim Raposo Tavares, zona oeste da cidade de São Paulo. Ele sentou-se no chão para impedir o avanço da PM contra os moradores e foi carregado por quatro policiais, que o prenderam por obstrução de Justiça e desobediência.

Eduardo Suplicy
Eduardo Suplicy foi levado por quatro policiais militares que o prenderam por obstrução de Justiça e desobediência

Suplicy foi encaminhado para o 75º Distrito Policial, no Jardim Arpoador. O cantor e filho do candidato a vereador, Supla, informou através das redes sociais que seu pai está bem e agradeceu a preocupação dos internautas. De acordo com a PM, por volta das 9h, houve também troca de tiros e um policial foi atingido no colete de proteção, sem sofrer ferimentos. Os moradores protestam desde o início da madrugada. Eles tentaram queimar um ônibus, fizeram barricadas e atearam fogo em pneus.

A área, na rua José Porfírio de Souza, 892, no Jardim Raposo Tavares, pertence à prefeitura de São Paulo. Segundo decisão da Justiça, emitida pela 9ª Câmara de Direito Público, o local apresenta alto risco de deslizamento, por ser região de encostas.

Parecer da Defesa Civil avaliou que as construções precárias na área aumentam os riscos de desabamentos e até mesmo de incêndio. “Há ainda muito lixo e entulho no local, bem como árvores queimadas e visível dano ambiental”, diz o documento.

De acordo com manifestantes, já foram realizadas inúmeras reuniões com a subprefeitura do Butantã sobre o terreno, que tem 11 mil metros quadrados, mas não chegaram a um acordo. A todo, 350 famílias foram cadastradas pela subprefeitura para programas habitacionais em 2013, mas o número já aumentou para 450. Segundo os moradores, as famílias não têm para onde ir.

A Marcha Mundial das Mulheres está recolhendo doações de roupas, alimentos e remédios para as famílias que vivem na ocupação. O local de entrega é o Centro Educacional Unificado (CEU) Uirapuru, na Rua Nazir Miguel, 849, Jardim Paulo VI, zona oeste.