Economia da Índia sente os efeitos da crise do capitalismo e reduz crescimento

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Publicado terça-feira, 30 de agosto de 2011 as 13:05, por: cdb
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A economia da Índia cresceu 7,7% nos três meses até junho, a menor expansão dos últimos seis trimestres

A economia da Índia cresceu 7,7% nos três meses até junho, a menor expansão dos últimos seis trimestres, com mais lentidão prevista devido àselevações do juro básico, à inflação alta e às condições globais piores. Embora a alta do Produto Interno Bruto (PIB) da terceira maior economia asiática tenha ficado abaixo de 8% pelo segundo trimestre seguido, espera-se que o banco central continue com o aperto monetário para combater a inflação, que segue acima de 9%.

O crescimento no segundo trimestre excedeu ligeiramente a previsão de 7,6% feita em uma pesquisa da Reuters. No primeiro trimestre, a economia avançou 7,8%.

– O número de crescimento reforça a visão de que, embora esteja desacelerando, o crescimento não está colapsando, como o temido por alguns, avaliou Ashutosh Datar, economista da IIFL em Mumbai. Ele afirmou que é provável outra alta de 0,25 ponto percentual no juro básico durante a próxima reunião do BC indiano, em 16 de setembro.

O setor manufatureiro indiano cresceu 7,2% no segundo trimestre sobre o mesmo período do ano passado, uma melhora em relação ao trimestre anterior, mas abaixo da expansão de 10,6% registrada entre abril e junho do ano passado.

Europa mais fraca

Nos paises europeus, a confiança econômica da zona do euro se deteriorou mais que o esperado em agosto, enfatizando as perspectivas de um crescimento fraco na região. A Comissão Europeia informou nesta terça-feira que seu índice caiu para 98,3 neste mês, comparado a 103 em julho. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam uma leitura de 100,5. A confiança na indústria recuou para menos 2,9, ficando negativa pela primeira vez desde setembro de 2010, ante 0,9 em julho e previsões de menos 1,5.

No setor de serviços, o indicador declinou para 3,7, comparado a 7,9 antes, enquanto a confiança do consumidor baixou para menos 16,5 em agosto, contra menos 11,2 antes. As expectativas de inflação diminuíram para 8,7% em agosto, após 12,4% em julho. Em outro relatório, a Comissão divulgou que a confiança empresarial recuou para 0,07 neste mês, ante 0,44 em julho. Analistas esperavam 0,15.

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