Duhalde lança plano de distribuição gratuita de medicamentos

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Publicado terça-feira, 25 de março de 2003 as 16:31, por: cdb

O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, lançou nesta terça-feira, um plano de distribuição gratuita de medicamentos que beneficiará 15 milhões de pessoas das camadas mais pobres da população.

“Hoje é um dia de alegria”, assegurou o governante em referência ao caráter político atribuído ao programa, que terá duração de dois anos e que será financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O lançamento do programa, chamado “Remediar”, aconteceu na residência presidencial de Olivos, nos arredores de Buenos Aires, e contou com a participação de vários governadores provinciais e ministros de diversas áreas.

Em seu discurso, Duhalde lembrou que quando o ministro da Saúde, Ginés González García, lhe propôs iniciar este programa, “a fragilidade institucional do país fazia pensar que não haveria força para levar adiante uma política desta envergadura”.

“A primeira grande batalha foi o programa de remédios genéricos, que muitos governos anteriores quiseram pôr em prática, mas que não conseguiram vencer a pressão dos que se opunham” a ele, acrescentou.

O chefe de Estado disse que “o programa ‘Remediar’ não tem antecedentes no mundo” e ressaltou que sua meta é “chegar a cento por cento” dos prontos-socorros e postos de saúde de todo o país.

O objetivo das autoridades é fornecer medicamentos gratuitos a 15 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza ou que não têm plano de saúde.

Por sua vez, o ministro González García destacou que “esta é uma política de Estado, não só para este governo, mas para todos os argentinos, e se estenderá até 2004”.

A Argentina declarou estado de emergência sanitária depois da crise econômica e social do fim de 2001 e, desde então, recebeu doações de remédios de vários países e instituições internacionais.

O plano “Remediar” complementará um programa de subsídios estatais de 150 pesos (aproximadamente 48 dólares) mensais que, desde meados do ano passado, beneficia cerca de dois milhões de chefes de família desempregados.

Segundo as últimas estatísticas oficiais, correspondentes a outubro do ano passado, 17,8% da população ativa não tem trabalho e 57,5% dos habitantes dos grandes centros urbanos vive na pobreza.