Dólar ronda estabilidade

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Publicado terça-feira, 14 de junho de 2016 as 14:53, por: cdb

Às 10:21, o dólar recuava 0,28%, a R$ 3,4769 na venda, após acumular alta de 3,47% nos três últimos pregões

Por Redação, com Reuters – de São Paulo:

O dólar rondava a estabilidade frente ao real nesta terça-feira, após subir com força nas três sessões anteriores e em meio à relativa trégua no cenário político brasileiro, mas o ambiente de aversão a risco nos mercados externos continuava pesando sobre o ânimo dos investidores.

dólar
Na máxima deste pregão, a moeda norte-americana chegou a R$ 3,5165

Às 10:21, o dólar recuava 0,28%, a R$ 3,4769 na venda, após acumular alta de 3,47% nos três últimos pregões. Na máxima deste pregão, a moeda chegou a R$ 3,5165. O dólar futuro recuava cerca de 0,15%.

– Nós estamos vindo de um período (nos últimos três dias) em que o real teve performance pior do que as outras moedas e isso abre espaço para algum ajuste, ainda mais com o noticiário político mais calmo (no Brasil) – disse o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

Preocupações com a possibilidade de a Grã-Bretanha deixar a União Europeia e cautela antes da decisão de quarta-feira do Federal Reserve, banco central norte-americano, vêm elevando o dólar em nível global nos últimos dias.

Nesta sessão, a libra esterlina atingiu a mínima em oito semanas e os rendimentos dos títulos alemães recuaram a território negativo pela primeira vez conforme investidores recorriam a ativos mais seguros.

“Em suma: no exterior, prevalece a maior aversão a risco”, escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em relatório.

O mercado brasileiro, porém, operava com mais tranquilidade. Investidores receberam bem a notícia de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki remeteu as investigações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz federal Sérgio Moro.

A avaliação era de que o acirramento das investigações tende a diminuir a influência de Lula tanto no Congresso Nacional quanto no eleitorado, mesmo após Zavascki declarar nula gravação de telefonema entre ele e a presidente afastada Dilma Rousseff.