Dólar fecha quase estável, cotado a R$ 2,944

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 19 de novembro de 2003 as 17:19, por: cdb

O dólar comercial fechou praticamente estável nesta quarta-feira marcada pela expectativa nos mercados. A moeda americana terminou o dia cotada a R$ 2,942 na compra e R$ 2,944 na venda, com alta de 0,03%. O principal evento do mercado de câmbio foi um leilão de contratos de swap cambial, no qual o Banco Central renegociou 15% de uma dívida pública de US$ 2,2 bilhões.

Os investidores também trabalharam em compasso de espera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide ainda hoje sobre os juros básicos da economia. A expectativa do mercado é de um corte de um ponto percentual na taxa básica, que cairia de 19% para 18% ao ano. Nos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), todas as projeções dos juros fecharam em baixa.

O mercado de câmbio iniciou o dia especulando com o leilão de swaps do BC. Com isso, o dólar abriu pressionado e chegou a subir 0,95%, cotado a R$ 2,971 na ponta de venda. O fluxo cambial continuou positivo e inibiu as pressões ainda pela manhã.

No início da tarde, a divulgação do resultado do leilão consolidou o clima de tranqüilidade. Segundo operadores estimavam no início da semana, a demanda por “hedge” (proteção) no mercado não chegava a US$ 400 milhões. O BC vendeu US$ 341 milhões em swaps.

— O dólar vem subindo gradativamente nos últimos dias, devido à mudança de posicionamento dos bancos. Mas não podemos nos esquecer que o Banco Central é quem incentivou essa apreciação. Hoje ele voltou a renegociar parte da dívida como uma forma de evitar que a pressão se transformasse em nervosismo. Mas é claro que ele não quer um dólar de volta aos R$ 2,80 — disse Sérgio Machado, da Santa Fé Portfolios.

O mercado futuro de juros manteve firme a aposta em um corte de um ponto percentual na taxa Selic. A defesa da redução é baseada na necessidade de incentivo ao aquecimento da economia. Novos índices de inflação divulgados nesta quarta-feira reforçaram as apostas, ao mostrar que os preços continuam controlados, mesmo diante dos primeiros sinais de aquecimento econômico. Foram divulgados o IPC-Fipe da segunda quadrissemana de novembro e o IPCA-15. O IPCA-15 caiu para 0,17% e o IPC-Fipe, para 0,37%. Ambos ficaram abaixo do previsto.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Depósito Interfinanceiro (DI) de dezembro, que projeta os juros deste mês, fechou em 17,91% ao ano, contra 18,06% do fechamento de ontem. O DI de julho, o mais negociado, recuou de 17,12% para 16,98% anuais.