Dólar fecha nesta terça com menor cotação desde novembro

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Publicado terça-feira, 23 de dezembro de 2003 as 17:40, por: cdb

O dólar fechou em queda nesta terça-feira, vendido a R$ 2,908, a menor cotação desde 12 de novembro. O recuo foi motivado mais uma vez por ingressos de divisas. Segundo operadores, a falta de liquidez tornou o mercado mais suscetível a oscilações.

 No encerramento, a moeda norte-americana caiu 0,41% em relação à véspera -após recuar 0,48% na mínima da sessão, para R$ 2,906.   

– Houve uma entrada forte de uma empresa estrangeira e quem ainda estava com posições compradas foi praticamente obrigado a vender os dólares – resumiu o operador de câmbio de um banco nacional. Segundo o operador, além do fluxo comercial, houve ingressos de recursos de captações fechadas recentemente no exterior.

– O mercado foi francamente vendedor hoje e surpreendeu muitos. O patamar de R$ 2,92 era praticamente uma barreira e hoje, mesmo com o Banco do Brasil na compra, o mercado não resistiu. O fluxo pesou mesmo – acrescentou.

O gestor de multimercados da Unibanco Asset Management, Laércio Longo, completou que a operação de uma empresa que tinha posições compradas em dólar na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e decidiu desmontá-las contribuiu para a queda do dólar.

– O dólar caiu de vez e um dos motivos foi a reversão de um ‘hedge’ grande que teve na sexta-feira passada e ontem o mercado ficou sabendo. Parece que são cerca de US$ 400 milhões e o mercado não aguentou – disse o executivo.

Bolsa rumo ao recorde

O otimismo do mercado se estende a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, está cada vez mais próximo do patamar recorde de 22 mil pontos. A Bolsa opera em alta de 1,10% e aos 21.868 pontos.

Na primeira metade desta terça-feira, o principal índice da bolsa paulista operou em território positivo desde a abertura e chegou a atingir a máxima de 21.896 pontos.

Segundo o analista de uma corretora paulista, não há motivos específicos que justifiquem a euforia dos investidores. “Na falta de novidades, a Bovespa mantém a tendência inercial de alta”, avalia.

Principalmente os fundos de investimentos buscam ajustar posições e “puxar” as cotações de papéis importantes em suas carteiras. Tudo para garantir um fechamento de ano mais positivo e com maior rentabilidade. Essa movimentação, segundo o analista, deve continuar até o último pregão de 2003.