Dólar cede e rompe barreira dos R$3,40

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Publicado segunda-feira, 6 de janeiro de 2003 as 13:38, por: cdb

A moeda norte-americana caiu pela primeira vez desde 18 de setembro abaixo dos R$ 3,40, e no fim da primeira etapa de negócios nesta segunda-feira era cotada a R$ 3,35 para venda, em queda de 3,03%.

– O volume de negócios voltou ao normal, todos estão otimistas e o dólar tem fôlego para cair até abaixo de R$ 3,30.Está todo mundo agora na expectativa do pacote norte-americano, para ver se ele vai ajudar mesmo a economia de lá a se recuperar – afirmou José Roberto Carreira, gerente de câmbio da corretora Novação.

Nesta terça-feira, o presidente dos EUA George W. Bush deverá anunciar um pacote de medidas para impulsionar a maior economia do mundo que inclui a redução de impostos para empresas.

Além disso, os investidores também estão atentos à possibilidade de guerra entre os EUA e o Iraque, o que colocaria em xeque os preços do petróleo e, consequentemente, o crescimento econômico global. Os EUA já teriam, segundo noticiou hoje o jornal “USA Today”, colocado em alerta mais de 10 mil soldados.

Já no cenário doméstico paira o otimismo. O discurso austero do novo governo causou impacto positivo sobre os investidores, que começam a enterrar definitivamente os temores de que as ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estivessem fora de sincronia com o discurso moderado apresentado na campanha e após a eleição, mas antes da posse.
Isso, entretanto, não ocorreu, o que foi suficiente para alimentar as expectativas do mercado.

Para o setor privado as perspectivas também são otimistas. As captações de linhas externas estão superando as expectativas – uma captação de US$ 50 milhões pelo Bradesco, lançada na última quinta-feira, deve obter resultado acima do esperado.

As linhas de financiamento para empresas também fluem melhor. O risco-país brasileiro despenca quase 8,51%, para 1.257 pontos – menor patamar desde os 1.250 pontos de 17 de junho do ano passado, enquanto o títulos da dívida brasileira mais negociado no exterior, o C-Bond, alcançou hoje os 70% do valor de face após subir 2,47%.