Documento identifica atrocidades do Exército mexicano nos anos 70

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Publicado quinta-feira, 27 de novembro de 2003 as 22:19, por: cdb

Na década de 70, as forças de segurança mexicanas prendiam rotineiramente colaboradores dos rebeldes esquerdistas, os interrogavam e os obrigavam a beber gasolina. Então os incendiavam e disparavam, segundo um documento federal descoberto recentemente.

O memorando interno da extinta Direção Federal de Segurança (DFS) datado de junho de 1974 implica comandos militares de um esquadrão da morte clandestino que operava no estado de Guerrero, na costa do Pacífico, que a imprensa local chamava de “Grupo Sangue”.

O documento foi descoberto este mês no arquivo nacional por agentes de um promotor especial que investiga as atrocidades do governo cometidas durante uma “guerra suja” entre as décadas de 60 e 80.

O documento, do qual a agência Reuters obteve cópia, joga uma luz na obscura História dos anos de governo do Partido Revolucionário Institucional (PRI), passado que veio à tona após ele perder as eleições presidenciais de 2000, quando Vicente Fox chegou à Presidência.

Os suspeitos eram detidos por ordens do general de divisão Salvador Rangel Medina, então comandante da zona militar baseada em Acapulco, segundo o documento.