Distrito Federal afasta três oficiais da PM

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Publicado quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008 as 12:25, por: cdb

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal afastou três oficiais da Polícia Militar que participaram dos confrontos com foliões do bloco de carnaval ‘Galinho de Brasília’.

– Pelas imagens, eu vi crianças correndo, pessoas idosas e familiares que estavam na área. O governo não aceita isso e pedimos desculpas, disse o secretário de Segurança Pública, Cândido Vargas, que se reuniu com o governador do DF em exercício, Alírio Neto, e representantes de outros órgãos de segurança.

O tenente André Cirolini, responsável pelo policiamento na concentração do bloco “Galinho de Brasília”, está afastado enquanto durarem as investigações. Foi ele quem pediu reforço policial, alegando que dois carros da Polícia Militar foram depredados durante a tentativa de dispersar a multidão que continuou no local após a saída do bloco.

Também foram afastados o coordenador da operação de carnaval, Nelson Souza, e o tenente do Bope Cláudio Santos. 

O comandante geral, coronel Antônio José Serra, disse que só o inquérito pode apontar se houve excessos por parte da Polícia Militar, mas que o uso da força foi necessário.

– A ação foi feita contra pessoas que estavam agredindo a polícia de forma injusta. Inclusive, lesionaram três policiais militares e depredaram duas viaturas, que são patrimônio público. Só por isso já houve o crime. Naquele momento houve uma reação contra os agressores. Tanto é que as lesões foram leves, porque nós usamos munição não letal, disse o comandante.

O administrador de Brasília, Ricardo Pires, negou que tenha telefonado para pedir que a PM tirasse os foliões da rua. Ele admitiu que é contra a concentração do bloco perto da área residencial.

O presidente do Galinho de Brasília, Romildo Gomes, defendeu o bloco. “Isso faz parte da livre manifestação cultural, que independe, inclusive, da licença da autoridade maior, ou seja, pode acontecer livremente. Esse tipo de evento é do povo, é uma coisa popular e o Brasil é o país do carnaval”, destacou Gomes. 

Na noite da última segunda-feira, houve um tumulto no bloco Galinho de Brasília depois que foi anunciado o fim da festa. O público reagiu e começou a jogar garrafas e pedras na polícia.

Cerca de duas mil pessoas estavam no bloco na hora da confusão. Trinta e cinco policiais militares faziam a segurança da área. Com o tumulto, foi pedido o reforço do Bope, Rotam e Polícia Civil.

Segundo a Polícia Militar, duas pessoas tiveram ferimentos leves, três policiais também ficaram feridos e dois carros da polícia foram depredados.