Dirceu volta a ser alvo dos opositores em denúncia à PGR

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 10 de março de 2010 as 12:11, por: cdb

Um cochilo da base aliada, nesta quarta-feira, abriu o precedente que a oposição queria para convocar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, para dar explicações à Câmara sobre a denúncia de vazamento de informações privilegiadas a empresas privadas sobre a possível criação de uma estatal para comercializar serviços de internet banda larga no país. O requerimento do convite foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor.

Foram aprovados também convites para ouvir o presidente da Telebrás, Jorge da Motta da Silva, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna dos Santos, o dono da Star Overseas, Nelson dos Santos e a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Maria Helena dos Santos Santana.

Investigação

Os líderes dos partidos de oposição na Câmara também pedem que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a conduta do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu e da atual ministra, Dilma Rousseff, na possível criação de uma estatal para a comercialização de serviços de internet banda larga no país. O documento foi protocolado nesta quarta-feira, na PGR.

Segundo denúncias publicadas na imprensa conservadora, informações privilegiadas do Palácio do Planalto teriam beneficiado empresas privadas ligadas a Dirceu na criação da estatal, que viria da reativação da Telebrás. José Dirceu teria recebido R$ 620 mil da Star Overseas Ventures, empresa com sede nas Ilhas Virgens Britânicas – paraíso fiscal no Caribe – e que seria a principal beneficiada com a reativação da Telebrás.

A empresa teria comprado participação na Eletronet (que chegou a pedir falência em 2003). A reativação da Eletrobrás seria feita usando a estrutura de fibras óticas já instalada pela Eletronet.

“Os fatos narrados sinalizam, sem dúvida, para a existência de uma contiguidade entre empresas privadas, representadas pelo ex-ministro José Dirceu, e o Palácio do Planalto, numa área de atuação direta de Dilma Rousseff”, diz o documento.

Matéria atualizada às 13h15