Dilma mata oposição de raiva ao anunciar redução maior na conta de luz

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Publicado quarta-feira, 23 de janeiro de 2013 as 16:17, por: cdb
Dilma sorri, durante recepção no Palácio do Planalto
Dilma sorri, durante recepção no Palácio do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff concluiu, nesta quarta-feira, o pronunciamento em rede nacional no qual anuncia a redução no preço da energia para os consumidores brasileiros, que deve ser de até 18% para as residências e de até 32% para as indústrias. A informação, que deixou a oposição ainda mais aborrecida, é do diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, que chegou para reunião no Ministério de Minas e Energia. Em setembro do ano passado, também em pronunciamento à nação, a presidenta havia anunciado uma redução de 16,2% para os consumidores residenciais e 28% para as indústrias. As novas tarifas começam a valer no dia 5 de fevereiro.

Segundo Rufino, o corte maior no preço da energia será possível por causa de um aumento do aporte de recursos do Tesouro Nacional. O Ministério da Fazenda já tinha anunciado que o Tesouro Nacional gastará de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões adicionais para assegurar a redução nas tarifas de energia. Nesta quinta-feira, a Aneel irá fazer uma reunião extraordinária para revisar as tarifas de distribuição, que serão aplicadas a partir do mês que vem.

Nesta manhã, Dilma também recebeu, no Palácio do Planalto, os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu para a 6ª Cúpula Brasil-União Europeia. Os líderes trataram de cooperação científica e tecnológica, segundo o Itamaraty, além de debater temas relacionados à crise econômica e à segurança no Oriente Médio e na África.

Representaram a União Europeia (EU) o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, e o presidente do Conselho Europeu, o belga Herman Van Rompuy. A Comissão e o Conselho são órgãos da União Europeia. Além dos temas de interesse global, o Itamaraty informou que deverão estar na pauta discussões sobre o G20 (grupo que reúne as 20 economias mais ricas do mundo) e assuntos de cooperação entre blocos regionais. O Brasil tentará avançar no diálogo sobre a pareceria entre Mercosul e União Europeia. Há dois anos foi lançada uma agenda de negociações entre os blocos, mas, conforme informou assessoria do Itamaraty, as discussões não caminharam na velocidade pretendida pelos líderes.

Dilma, Barroso e Rompuy deverão discutir ainda os resultados obtidos desde a primeira cúpula Brasil-União Europeia, em 2007, e reavaliar parcerias consideradas estratégicas principalmente na área de ciência, tecnologia e inovação, e de educação, com foco no programa de concessão de bolsas de estudo no exterior, o Ciência sem Fronteiras.

Dos quase 18 mil bolsistas brasileiros enviados ao exterior com auxílio do programa, mais de 60% estão em países membros da União Europeia, segundo informações do Itamaraty.

A União Europeia é o principal parceiro comercial do Brasil, de acordo com o Ministério de Relações Exteriores. No ano passado, o fluxo comercial entre o bloco e o Brasil alcançou US$ 96,6 bilhões (R$ 196,7 bi). O Brasil registrou leve superávit no ano, tendo exportado US$ 48,9 bilhões (R$ 99,6 bi) e importado US$ 47,7 bilhões (R$ 97,1 bi).

Segundo agenda elaborada pelo Planalto, Durão Barroso e Herman Van Rompuy, após duas reuniões, uma privada e outra com os demais membros da delegação europeia, assinaram com Dilma atos de cooperação. Em seguida, Barroso e Rompuy foram recebidos na residência oficial da presidente, o Palácio da Alvorada, para um almoço oficial.