Desindustrialização vira bandeira de campanha na eleição francesa

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Publicado quarta-feira, 18 de abril de 2012 as 07:33, por: cdb

“A desindustrialização não é mais uma ameaça, é um fato consumado”, declarou à imprensa francesa, nesta segunda-feira (16), François Hollande, candidato socialista às eleições presidenciais na França.
Segundo informações da imprensa internacional, a desvalorização da indústria tem provocado debates e promessas por parte dos candidados e se tornou um dos temas prioritários nestas eleições. 

Hollande apona que desde 2009, a França perdeu 385 fábricas, fato que  demosntra o avanaçado processo de desindustrialização.

De acordo com dados publicados pelo impresso Valor Econômico, em Florange, na fronteira com a Alemanha, a usina da ArcelorMittal, o maior grupo siderúrgico do mundo, está paralisada desde outubro.
 
A siderurgia loca que chegou a possui 100 mil operários em 1970, atualmente possui apenas 5 mil. Com custos altos e baixa rentabilidade, as grandes siderúrgicas fecharam uma a uma a partir das décadas de 70 e 80.

Em declaração à imprensa francesa, o líder sindical Eduardo Martin Benitez resume a situação: “Isto aqui foi o coração da produção de aço, mas pode estar perto do fim”.

Desemprego

A França possui hoje uma taxa de desemprego perto de 10% e um déficit comercial de quase € 70 bilhões.

Em declaração à imprensa, o presidente-candidato Nicolas Sarkozy (da UMP) diz que a perda de competitividade no país se dá devido ao alto custo do trabalho, principalmente, aos encargos sociais pagos pelos empregadores.

Em março, Sarcozy conseguiu aprovar uma lei que eleva a TVA – imposto sobre valor agregado que incide sobre bens consumidos, produzidos localmente ou importados – para financiar a proteção social na França. O aumento o imposto, de 19,6% para 21,2%, entra em vigor em outubro.

No entanto, François Hollande já sinalizou que, se eleito, irá revogar a lei. Segundo ele, a lei não resolve o problema, apenas transfere para o trabalhador os encargos que antes eram das empresas.

Essa medida é um dos pilares do programa de Sarkozy para evitar a fuga de indústrias do país.
Com agências

 

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