Desemprego sobe em seis regiões metropolitanas

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Publicado quarta-feira, 30 de maio de 2007 as 11:50, por: cdb

A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país – Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo – subiu em abril para 16,9% da população economicamente ativa (PEA). As informações são da pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O levantamento estima em 3,23 milhões de pessoas o total de desempregados nas seis regiões, um crescimento de 67 mil pessoas em relação ao mês anterior.

A PED constatou que, em abril, foi interrompido o comportamento de demissões registrado nos três primeiros meses do ano.

“Em números absolutos foram geradas 37 mil novas ocupações, quantidade insuficiente para absorver as 104 mil pessoas que entraram no mercado de trabalho, o que resultou no acréscimo de 67 mil pessoas ao contingente de desempregados”, informa o relatório.

O setor de serviços oscilou 0,6% no seu nível ocupacional, seguido pela indústria, que variou 0,5% – o que acabou por compensar decréscimos de 1,2% no agregado de outros setores, concentrado em serviços domésticos e construção civil, e também a queda de 0,5% no comércio.

A PED constatou ainda que, entre fevereiro e março, o rendimento médio real dos ocupados, no conjunto das regiões, variou negativamente em 0,4%, passando a equivaler a R$ 1.036, ao passo que o rendimento dos assalariados se manteve estável, oscilando 0,1%, passando a corresponder a R$ 1.111.

Entre março de 2006 e março 2007, as massas de rendimento de ocupados e assalariados tiveram as respectivas altas de 6,2% e 6,1%, refletindo, de acordo com os especialistas das duas instituições, aumentos dos níveis de ocupação e de rendimentos.

A taxa de desemprego nos 39 municípios de compõem a região metropolitana de São Paulo foi de 16,3% em abril, ante a taxa de 15,9% registrada em março.

O total de desempregados é estimado em 1,64 milhão de pessoas, 48 mil a mais que em março, resultado decorrente do corte de quatro mil ocupações no conjunto de setores, simultaneamente à entrada de 44 mil pessoas no mercado de trabalho.

Em relação a 2006, a massa dos rendimentos dos ocupados cresceu 5,1% e a dos assalariados, 5,5%, em ambos os casos em virtude do crescimento dos rendimentos médios e da elevação do nível de ocupação.