Desemprego no país sobe para 5,4% em setembro, diz IBGE

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Publicado quinta-feira, 25 de outubro de 2012 as 09:40, por: cdb

A taxa de desemprego brasileiro subiu para 5,4% em setembro, ante 5,3% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Desemprego
População desocupada chegou a 1,326 milhão de pessoas

Apesar do leve crescimento, trata-se do melhor resultado para setembro desde o início da série histórica, em 2002. Mesmo assim, o número veio um pouco pior do que o esperado pelo mercado.

Pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters mostrou que, pela mediana das previsões de 31 analistas consultados, a taxa permaneceria em 5,3% no mês passado. As estimativas variaram de 5,0% a 5,4%.

O rendimento médio da população ocupada subiu 0,1% em setembro ante agosto, e 4,3% sobre setembro de 2011, atingindo R$ 1.771,20.

O IBGE informou ainda que a população ocupada cresceu 0,9% em setembro na comparação com agosto e 2,3% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23,164 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.

Já a população desocupada chegou a 1,326 milhão de pessoas, alta de 3,0% ante agosto e queda de 8,6% sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

Entre setembro e agosto, informou o IBGE, o setor que se destacou em contratações foi o de comércio, com alta de 3,7%.

Em setembro, o Brasil criou 150.334 postos formais de trabalho, acima do resultado de agosto mas o pior desempenho para setembro desde 2001, segundo dados do Ministério do Trabalho divulgados na semana passada.

O baixo nível de desemprego e o aumento da renda continuam ajudando na atividade econômica brasileira, que começou a dar sinais de aquecimento no segundo semestre após um início de ano cambaleante devido à crise internacional.

Em agosto, houve avanço de 0,98% ante julho no Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB). .

Isso depois de uma alta de 1,5% na produção industrial e avanço de 0,2% nas vendas no varejo em agosto.