Desemprego cai pela 1ª vez em 2003

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Publicado segunda-feira, 22 de dezembro de 2003 as 22:09, por: cdb

O desemprego recuou em novembro e a renda do trabalhador teve uma leve alta, num movimento esperado pelos analistas, que previam o aumento das contratações por conta do aquecimento das vendas no final do ano e dos sucessivos cortes nos juros.

A taxa de desemprego medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) caiu para 12,2% em novembro, ante 12,9% em outubro, informou o instituto nesta segunda-feira. Em novembro do ano passado, a taxa de desemprego estava em 10,9%. Esta é a menor taxa desde março deste ano.

A renda média do trabalhador subiu 0,1% no mês passado em relação a outubro e passou para 835,8 reais, mas ainda apresenta queda de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.

Desde junho, a taxa de juro básica do país já foi reduzida em 10 pontos percentuais, e atualmente está em 16,5% ao ano.

A pesquisa estima que haja, nas seis áreas pesquisadas, 37,12 milhões de pessoas em idade ativa (com 10 anos ou mais de idade). O número é praticamente o mesmo registrado no mês de outubro, mas, em relação a novembro de 2002, este número cresceu 2%, ou seja, há 713 mil pessoas a mais em idade ativa.

Já o número de pessoas economicamente ativas ficou estável em relação a outubro. Na comparação com novembro do ano passado, o crescimento foi de 5%. Ou seja, mais 1,02 milhão de pessoas entraram no mercado de trabalho, trabalhando ou procurando emprego.

Em novembro, a pesquisa contabilizou 18,84 milhões de pessoas trabalhando nas seis Regiões Metropolitanas. Este indicador cresceu 1,1% em relação ao mês anterior. Na comparação com novembro de 2002, o aumento foi de 3,5%, ou seja, 639 mil pessoas a mais exerceram trabalho, remunerado ou sem remuneração, durante pelo menos uma hora completa na semana de referência.

Em relação a novembro de 2002, todas as regiões tiveram aumento no número de pessoas ocupadas, exceto Porto Alegre, que não apresentou variação significativa. Nas outras regiões, os aumentos foram os seguintes: Recife (4,9%), Salvador (2,8%), Belo Horizonte (4,3%), Rio de Janeiro (3,0%), São Paulo (4,2%).

Entre os grupos de atividade, na comparação com outubro, aumentou a ocupação na indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (0,9%); na construção (2,0%), no comércio (2,7%) e no grupamento dos outros serviços (alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais), com 1,3%. Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Na comparação com novembro de 2002, só houve queda no número de trabalhadores na construção (-3,2%). O grupamento dos serviços domésticos ficou estável (0,1%). Os demais grupamentos cresceram mais de 3,0%: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (4,3%); comércio (3,0%); serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (5,1%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (3,1%); outros serviços (7,4%);
O número de empregados com carteira assinada ficou estável em relação a outubro. Houve aumento de 3,6% no número de empregados sem carteira, o que representa mais 148 mil pessoas nesta categoria. O total de trabalhadores por conta própria teve aumento discreto, de 0,9%.

Na comparação anual, o número de empregados com carteira também ficou estável (0,4%). Já o de empregados sem carteira cresceu 9,4%, o que significa mais 362 mil pessoas ocupadas nesta categoria. O número de trabalhadores por conta própria cresceu 5,9% – um aumento de 213 mil pessoas neste grupo. Também cresceu o número de empregadores (11,8%).

Os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria representam, juntos, 42,6% da população ocupada. A participação destes trabalhadores na população ocupada aumentou 1,7% em relação a novembro de 2002. Em contrapartida, a participação dos empregados com carteira caiu 1,5%, passando de 45,26%, em novemb