Desafio de 2004 ainda é a exclusão social

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Publicado segunda-feira, 5 de janeiro de 2004 as 10:21, por: cdb

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra em 2004 ainda com o desafio que, durante a campanha eleitoral, prometeu enfrentar: o da exclusão social.

No ano passado, além dos sem-terra, que sempre ocuparam o noticiário, estiveram nas manchetes brasileiros sem teto, sem transporte urbano, sem UTI, sem luz, sem comida, sem emprego e até sem registro de nascimento (leia um resumo de casos em quadro nesta página).

Foi um ano em que não faltaram protestos dos chamados “excluídos”, como o dos sem-teto, que invadiram prédios e terrenos em São Paulo e Recife.

Os problemas na saúde pública também fizeram suas vítimas, como na tragédia em Ponta Grossa, no Estado do Paraná, onde 39 pessoas morreram à espera de leitos hospitalares.

Em Salvador (BA), em outubro, estudantes fizeram uma série de protestos por causa dos preços das passagens. Em alguns dias chegaram a parar o trânsito do centro da cidade. Outras manifestações pelo mesmo motivo ocorreram em João Pessoa (PB) e em São José dos Campos (SP).

Com a pressão de movimentos populares, Lula pediu paciência, lançou e reformulou programas sociais, refez promessas.

Diante de mazelas antigas e complexas do país –com poucos recursos e dificuldades gerenciais– ao fim do primeiro ano da gestão Lula, os resultados não atingiram as metas fixadas pelo próprio governo.

Em maio, por exemplo, o presidente prometeu assentar 60 mil famílias. Segundo números oficiais do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), no entanto, o novo governo só conseguiu assentar 34,5 mil.