Derrotas fazem Hillary mudar direção do comitê de campanha

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Publicado segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 as 10:09, por: cdb

Pré-candidata democrata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton começou a semana com uma nova cúpula política em sua campanha, na tentativa de conter o avanço de Barack Obama, que comemorou mais uma vitória, no caucus do Maine. Hillary substituiu a coordenadora de campanha depois de sofrer derrotas em vários Estados no sábado, mas assessores negaram que haja crise na campanha da senadora pela indicação do partido às eleições de 4 de novembro.

Obama havia conseguido vitórias por ampla margem no sábado nos Estados de Louisiana, Nebraska e Washington. Com a vitória de domingo no Maine, ele chega embalado às chamadas “primárias do Potomac”, na terça-feira, em Maryland, Virgínia e no Distrito de Columbia (onde fica a capital, Washington). Essas três unidades federais vizinhas são banhadas pelo rio Potomac.

Em nota, Hillary disse que Maggie Williams, sua assessora nos tempos de primeira-dama, substituiu Patti Solis Doyle como coordenadora da campanha. Solis Doyle agora apenas dará assessoria à candidata.

Hillary não explicou as razões da mudança, e um porta-voz dela disse que a decisão não acarreta alterações na estratégia geral da campanha. Mas Larry Sabato, professor de Ciência Política na Universidade da Virgínia, disse que a reformulação “não pode ser um bom sinal”, ainda mais em conjunto com a notícia, surgida na semana passada, de que Hillary emprestou 5 milhões de dólares da sua fortuna pessoal para ajudar na campanha.

– Isso indica que eles entendem que as coisas não foram tão bem quanto eles esperavam, porque, se tivessem ido, a campanha teria sido concluída em 5 de fevereiro (quando quase metade dos Estados fizeram suas prévias) – afirmou Sabato.

Mas Sabato ressalvou que nem tudo está perdido para Hillary, que pode selar sua candidatura caso tenha bom desempenho em Ohio, Texas e Pensilvânia. Hillary e Obama estão praticamente empatados em termos de delegados comprometidos até agora, mas bem aquém dos 2.025 necessários para assegurar a indicação democrata.

Entre os republicanos, McCain praticamente garantiu a indicação na quinta-feira, com a desistência de Romney. Mas muitos conservadores não gostam de McCain devido a suas posições históricas a respeito de reduções de impostos, imigração, pesquisas com células-tronco e reforma do financiamento eleitoral.