Deputados do PT abrem mão do salário extra

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Publicado quinta-feira, 26 de junho de 2003 as 20:22, por: cdb

Onze deputados do PT entregaram nesta quinta-feira ao presidente da Câmara, João Paulo Cunha, oficio comunicando que abrem mão do pagamento de dois salários adicionais pela convocação extraordinária do Congresso em julho.

Cada parlamentar tem direito a R$ 25.400,00 de ajuda de custo, além do salário normal de R$ 12.720,00.

O deputado Chico Alencar (PT-RJ), um dos signatários do ofício, disse que espera a adesão de outros parlamentares à iniciativa.

Ele lembrou que os recursos para o pagamento do salário extra vêm do Poder Executivo, que convocou os parlamentares para trabalhar no período de recesso, e que o dinheiro seria melhor aproveitado em programas sociais.

– O adicional de julho de cada deputado daria, por exemplo, para a construção de duas casas populares; a concessão de três bolsas escolares de meio salário mínimo, por seis anos; o abastecimento de um hospital de porte médio com material de primeiros socorros; ou a garantia de insumos básicos para o plantio anual de um assentamento de trinta famílias – comparou o parlamentar.

Além de Chico Alencar, assinaram o oficio abrindo mão dos salários extras os seguintes deputados petistas: Orlando Desconsi (RS), Henrique Fontana (RS), Fernando Gabeira (RJ), Antonio Carlos Biscaia (RJ), Walter Pinheiro (BA), Mauro Passos (SC), Cláudio Vignatti (SC), Paulo Rubem (PE), Doutor Rosinha (PR) e Orlando Fantazzini (SP).

Os deputados aproveitaram o encontro com o presidente da Câmara para pedir a instalação de comissão especial para analisar a proposta de emenda à Constituição que acaba com o recesso parlamentar.

Pela proposta, os parlamentares teriam férias apenas entre 15 de dezembro e 15 de janeiro. Atualmente, a Constituição garante três meses de recesso a deputados e senadores.