Deputado mineiro está recebendo ameaças de morte por telefone

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 14 de julho de 2003 as 02:41, por: cdb

A mulher e os sete filhos do deputado estadual Durval Angelo (PT) não saem mais de casa sem a companhia de seguranças. A casa da família está sob vigilância 24 horas por dia. O próprio deputado, além dos seguranças, lançou mão de um colete a prova de balas, desde que começou a receber ameaças de morte por telefone.
 
Durval Angelo preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e corre risco de vida desde começaram as investigações sobre uma possível quadrilha formada por policiais civis e militares que agiriam no Centro da cidade, comandando o tráfico. 15 policiais já foram indiciados.

As ameaças recrudesceram, segundo a esposa do deputado, Leir Barbosa Monteiro, após o encontro de duas cabeças, na última quinta-feira, possivelmente de vítimas de um esquadrão da morte formado por policiais.

De acordo com Leir Barbosa Monteiro, o deputado se encontrava fora da cidade, neste domingo. Não foi possível localizá-lo pelo telefone celular. Apesar de ela ter conhecimento das ameaças, Leir contou que o marido evita a falar sobre o assunto para não apavorá-la.

No sábado, dois corpos nus, sem cabeça, foram encontrados na MG-424, estrada velha de Vespasiano, em uma fazenda. Ao que tudo indica, os corpos são de Anderson José Batista, 26 anos, e Evandro Ribeiro Soares, 18 anos, que tiveram suas cabeças decepadas e encontradas na manhã da última quinta-feira.

O delegado titular da Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV), Elcídes Guimarães, responsável pela apuração do caso, não foi encontrado, ontem, para falar sobre as investigações. O delegado na 6ª Seccional de Vespasiano, Ney Gonçalves Werneck, que está dando suporte à equipe da DCcV, também não foi localizado.

De acordo com uma funcionária do Instituto Médico-Legal (IML), que preferiu não se identificar, até as 18 horas deste domingo, nenhum dos familiares de Anderson e Evandro compareceu ao instituto para reconhecer os corpos. A funcionária também informou que já foram colhidos materiais das cabeças e dos corpos para realização do exame de DNA.