Denúncia anônima levou à prisão de Vilma Martins

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Publicado segunda-feira, 12 de maio de 2003 as 10:47, por: cdb

A fuga de 15 dias acabou. Vilma Martins Costa, de 45 anos, a mãe adotiva de Pedrinho (Pedro Rosalino Braule Pinto), foi presa pela Policia de Goiás, na manhã desta segunda-feira. Ela chegou na Deic (Delegacia Estadual de Investigações Criminais), onde o delegado Antonio Gonçalves dará uma entrevista coletiva às 10h.

A prisão, segundo adiantou o delegado, ocorreu a partir de denúncias feitas por telefone à Deic. Ela estava foragida desde o dia 28 do mês passado, dia em que o juiz Adegmar José Ferreira, da 10ª Vara Criminal de Goiânia, decretou sua prisão preventiva.

Um pedido de habeas-corpus apresentado por Max Lânio Leão, advogado da empresária, foi indeferido pelo desembargador Paulo Maria Telles Nunes, do Tribunal de Justiça de Goiás, na segunda-feira.

O delegado Antônio Gonçalves, titular da Deic, acredita que “o cerco” à mãe adotiva de Pedrinho se fechou de vez quando a população começou a dar pistas do seu paradeiro. Duas equipes de policiais, disse o delegado, vasculharam a cidade, checando denúncias anônimas e vigiando a casa de amigos, parentes e familiares de Vilma Martins, até no Dia das Mães.

Ele também explicou que sempre acreditou que a empresária não iria muito longe porque, além de ser conhecida, tem problemas de saúde: sofre de hipertensão, já foi acometida de aneurisma cerebral e tem dificuldades para caminhar.

Contra Vilma Martins há dois mandatos de prisão. No primeiro é acusada de seqüestro de Pedrinho (Pedro Rosalino Braule Pinto), o menino que em 1986 foi retirado de um hospital de Brasília, registrado como seu filho com o nome de Oswaldo Martins Borges Filho.

O juiz Marcelo Curado Filho, da 9ª Vara Criminal de Goiânia, determinou um segundo mandato de prisão preventiva contra Vilma Martins, por falsidade ideológica, falsificação de documentos e estelionato. O decreto é resultado de inquérito policial que apurou o envolvimento da mãe adotiva de Pedrinho em outro seqüestro da menina Aparecida Fernanda, em 1979, de um clínica em Goiânia, que foi registrada por Vilma como Roberta Jamilly.