Demissões no Santander voltam ao TRT de São Paulo nesta terça

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Publicado terça-feira, 11 de dezembro de 2012 as 09:23, por: cdb

Uma nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (capital e região metropolitana de São Paulo) entre o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e representantes do Santander estava marcada para esta terça-feira, às 16h. A Justiça havia determinado a suspensão das demissões.

Na semana passada, a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério atendeu pedido de liminar feito pelo sindicato e suspendeu todas as demissões sem justa causa feitas pelo banco, no mês de dezembro. As dispensas que ainda não tinham sido homologadas foram suspensas, sob multa diária de R$ 100 mil.

“A demissão em massa tem um impacto social para às famílias envolvidas e toda a sociedade. Não podemos considerar normal uma empresa tão lucrativa causar tantos prejuízos”, disse Juvandia Moreira, presidenta da entidade.

Bahia

Já na Bahia, a audiência na Procuradoria do Ministério Público do Trabalho – 5ª região, para mediar o caso das demissões no Santander, ocorreu nesta segunda-feira (10), às 10 horas, em Salvador, mas sem resultados. O banco manteve-se intransigente e, com uma postura autoritária, negou-se rever as demissões.

Participaram da audiência o procurador do Trabalho, Pedro Lino de Carvalho Jr.; o diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Erivaldo Sales; o presidente do Sindicato da Bahia, Euclides Fagundes; e os diretores do SEEB-BA, Adelmo Andrade e Olivan Faustino. Pelo banco, estavam presentes três advogados e o preposto da empresa, Douglas Alexandre Jr.

Demissões

Na semana passada, em várias cidades, foram realizadas manifestações e paralisações nas agências do Santander para protestar contra as demissões em massa e exigir a reintegração de todos os funcionários desligados. Há informações de que as demissões podem atingir cerca de 5 mil em todo país.

Só na Bahia, já foram demitidos cerca de 25 funcionários. Na sua maioria, os dispensados foram gerentes de agências com mais de 20 anos de banco, muitos às vésperas da aposentadoria, e até pessoas com deficiência. Tudo isso mesmo obtendo uma alta lucratividade, em nove meses, de R$ 4,7 bilhões.

Com informações Rede Brasil Atual e da CTB