DEM apresentará sugestões para governo reorganizar orçamento após fim da CPMF

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Publicado quinta-feira, 13 de dezembro de 2007 as 19:35, por: cdb

O presidente nacional do Democratas, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), disse nesta quinta-feira que o partido irá, junto com o PSDB, fazer sugestões de como o governo poderá organizar o orçamento para os próximos anos com a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

— Além da questão dos cortes, vamos sugerir o congelamento das despesas para que o governo pare de aumentar os gastos —, disse Maia.

Segundo Maia, parte do dinheiro que seria arrecadado com a CPMF poderá voltar para os cofres públicos.

— Os R$ 40 bilhões que a sociedade economizará não ficaram apenas na poupança, mas também serão gastos pela sociedade —, afirmou.

— A exemplo de outros países que fizeram cortes de impostos, veremos que tranqüilamente uns R$ 20 bilhões voltarão para o governo —, disse.

Para o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compensar a perda de arrecadação representa equívoco.

— O governo tem de cortar gastos supérfluos, como cargos de confiança em excesso. Isso me parece que não está sendo cogitado pelo governo —, disse.

Macris criticou possíveis aumentos também na Contribuição Social sobre Lucro Liquido (CSLL) nos impostos de importação e exportação e no aumento de tarifas bancárias.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Luiz Sérgio (PT-RJ), disse que é cedo para falar em aumento de impostos.

— O governo ainda está avaliando, mas evidentemente que nesta busca de equilíbrio nos teremos que trabalhar numa linha de que possamos recuperar algum desses recursos perdidos e alternativas terão que ser buscadas —, destacou.

Apesar da perda de receitas, o líder do PT descartou a hipótese de caos na saúde pública com o fim da CPMF.

— Haverá limitações muito difíceis com essa decisão de ontem [a rejeição da contribuição pelo senado], mas todos esses processos terão de ser reavaliados diante da nova realidade que estamos enfrentando —, avaliou.

Para Luiz Sérgio, a responsabilidade pela limitação dos gastos sociais será da oposição.

— Tenho dificuldade em entender o porquê de estar se comemorando a limitação de programas sociais que buscam atender os mais pobres —, argumentou.