Delegado afirma que adulteração das imagens não foi feita por técnico

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Publicado sexta-feira, 16 de maio de 2003 as 09:13, por: cdb

A polícia concluiu que a substituição das imagens das câmeras 10 e 12 da universidade Estácio de Sá, que mostravam o momento em que a estudante Luciana Gonçalves foi atingida por um tiro, não foram adulteradas por um especialista. De acordo com o delegado Luiz Alberto Cunha de Andrade, peritos afirmaram que a alteração foi feita de forma grosseira.

– Um técnico de gabarito de uma empresa de alta tecnologia não deixaria rastros – afirmou o delegado.

Apesar de afastada a hipótese de a alteração ter sido feita por algum técnico da Telesegurança, empresa responsável pelo sistema de câmeras internas da universidade, foi instaurado nesta quinta-feira um inquérito por fraude processual.

Cunha de Andrade acredita que há a possibilidade de que as imagens possam ser recuperadas. A perícia examina os discos rígidos dos computadores que registraram as imagens da estudante sendo baleada.

– A alteração do disco é mais difícil e geralmente as imagens só são apagadas quando o limite de armazenamento é ultrapassado. Acredito ser possível recuperar as imagens – afirmou o gerente da Telesegurança, Luiz Arantes.