Deficientes físicos terão linha de crédito com juros reduzidos

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Publicado quinta-feira, 19 de abril de 2012 as 14:24, por: cdb

Deficientes físicos terão linha de crédito com juros reduzidos

Taxas de 0,64% ao mês aplica-se a pessoas com rendimento de até 10 salários mínimos. Limite do crédito é R$ 30 mil

Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual

Publicado em 19/04/2012, 17:04

Última atualização às 17:04

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São Paulo – O governo federal, por meio do Banco do Brasil, abriu uma linha de crédito voltada para pessoas com deficiência física. Os juros serão de 0,64% ao mês, até três vezes mais baixos do que os cobrados nos empréstimos consignados, por exemplo. A medida aplica-se aos deficientes com rendimento de até 10 salários mínimos. O limite de crédito é de R$ 30 mil por pessoa. 

A Lei , de autoria do Executivo, foi publicada hoje (19) no Diário Oficial da União, e faz parte do Plano Viver sem Limites, lançado em novembro de 2011. O objetivo é promover a inclusão e independência, facilitando o acesso a equipamentos básicos e de alta tecnologia. 

O presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência do Paraná, Mauro Nardini, avaliou o incentivo com bastante otimismo. “Vai suprir a necessidade que os deficientes têm de vários equipamentos de tecnologia assistida, principalmente a linha de cadeiras de rodas, manuais ou elétricas”, disse.

Nardini afirmou que o Plano Viver Sem Limites tem envolvimento de todos os ministérios e deverá contar com um aporte de R$ 7,6 bilhões até 2014. “O governo está atendendo a pessoa com deficiência em todas as áreas, de saúde, educação, trabalho, ciência e tecnologia, previdência, então, está vindo um pouco de cada ministério”, disse.

Além de aparelhos comuns como cadeiras de rodas e aparelhos auditivos, os deficientes poderão utilizar esse volume de crédito para aquisição, por exemplo, de adaptações que facilitem a utilização de seus carros, como um sistema adicional para a otimizar a utilização dos freios e aceleradores, que custam em média R$ 1.000, e máquinas automáticas de elevação de cadeiras de rodas – semelhantes aos elevadores utilizados em ônibus –, que custam aproximadamente R$ 25 mil.

Nardini antecipou que pode haver uma ampliação do programa. “O governo federal, por medidas provisórias, está dando incentivo aos bancos privados a cederem uma linha de crédito no mesmo modelo, só que a renda vai acima de 10 salários mínimos e com taxas de até 2%, sem limite de crédito”, contou.