Declaração de Cesar Maia cai feito bomba na aliança dos tucanos

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Publicado quarta-feira, 26 de abril de 2006 as 13:00, por: cdb

As declarações do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), sobre a possibilidade da aliança entre o seu partido e o PSDB não vingar repercutiu mal no ninho tucano. Líderes de ambos os partidos no Congresso tentam resgatar o elo rompido, na tentativa de viabilizar a candidatura do ex-governador paulista Geraldo Alckmin, que até agora não decolou, segundo as pesquisas de opinião. Presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) tem marcado para os próximos dias uma série de encontros com políticos de ambos os partidos e já demonstrou toda a sua irritação com o pronunciamento do líder carioca. Impasses regionais, no entanto, têm minado o avanço do tucano em praticamente todo o país.

Tasso buscou, até agora, apoio na ala carlista do PFL, o que também deixou irritado o presidente do partido conservador, Jorge Bornhausen (SC). Enquanto o cearense conversava com os baianos Antônio Carlos Magalhães e ACM Neto, junto com o senador José Agripino Maia (PFL-RN), possível indicado para compor a chapa de Alckmin como vice-presidente, desautorizou o pefelista do Rio de Janeiro a tecer qualquer comentário sobre o PSDB.

– Qualquer problema do PSDB é levado ao presidente do PFL, Jorge Bornhausen por mim e qualquer problema do PFL é trazido a mim – disse Tasso a jornalistas.

Ele respondeu às críticas de Cesar Maia, publicadas na internet:

“Mas Tasso! Se até no Ceará seu grupo está apoiando o candidato do PSB – irmão de Ciro Gomes – contra o governador do PSDB! Imagine em relação ao PFL!”.

Jereissati informou ainda que o PSDB não terá candidato próprio ao governo da Bahia, embora o diretório regional estivesse interessado em lançar um nome para concorrer ao pleito. Alckmin apoiará a reeleição do pefelista Paulo Souto, decretou o tucano, na tentativa de compor o quadro político baiano, um dos mais complicados para a união. Outros pontos complicados apresentam-se em Sergipe, Maranhão e Alagoas.

Presidente do PFL, Bornhausen tenta por panos quentes na questão e reafirma que seu partido seguirá com os tucanos na eleição:

– É natural que existam dificuldades. Os problemas são singularidades estaduais. A indicação do vice é uma possibilidade concreta. A não-indicação, inviável – afirmou.

Tanto Agripino Maia quanto José Jorge (PFL-PE), adotaram o tom conciliatório.

– A aliança já é um fato consumado para o PFL. Não há risco dela não existir – garantiu Jorge.

Para Agripino, Cesar Maia agiu em defesa de seus interesses, pois ele quer o lançamento de Eduardo Paes (PSDB) ao governo do Rio.