Decisão do PT é autoritária, diz deputada rebelde

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 1 de setembro de 2003 as 19:49, por: cdb

A deputada Maninha (PT-DF) afirmou que considera “extremamente severa” a decisão tomada nesta segunda-feira pela Executiva do PT de suspender das atividades da bancada por 60 dias os oito deputados, ela inclusive, que se abstiveram na votação da proposta de reforma da Previdência.

A punição é “severa”, no entender de Maninha, porque o ato político praticado pelos oito parlamentares não corresponde à punição.

Ela citou o caso do então deputado Eduardo Jorge, também do PT, que no governo passado votou a favor da criação da CPMF, contrariando orientação do partido, e recebeu como punição uma suspensão de um mês. Maninha afirmou que a atitude da Executiva é “autoritária, porque não foi dado direito de defesa aos oito punidos”.

Ela disse que vai propor aos sete colegas que todos entrem com recurso junto ao Diretório Nacional do PT contra a decisão da Executiva. Comentou, no entanto, que até o Diretório se reunir para examinar o recurso, em outubro, o grupo já terá cumprido a metade da punição.

Maninha afirmou que os oito deputados não vão sair do partido e que ela continuará fazendo luta interna no PT, pois isso sempre existiu e é da prática partidária. “Não há a menor perspectiva de sair do partido”, declarou Maninha.

Ela entende que o documento da Executiva oficializando as punições, ao suspender os oito parlamentares das atividades da bancada, não os afasta da vida do partido. Portanto, segundo Maninha, aqueles entre os punidos que pretenderem disputar as prévias no PT para as eleições do próximo ano poderão se inscrever.

Comenta-se que quatro dos oito deputados teriam a intenção de disputar as prévias: Paulo Rubem em Jaboatão (PE), Mauro Passos, em Florianópolis (SC), Chico Alencar, no Rio de Janeiro (RJ), e Walter Pinheiro, em Salvador (BA).