De volta à elite do futebol brasileiro

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Publicado sábado, 22 de novembro de 2003 as 23:48, por: cdb

Acabou o martírio para os torcedores de Botafogo e Palmeiras. Os dois clubes venceram suas partidas na noite deste sábado e garantiram o retorno à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O clube paulista, campeão da Série B, derrotou o Sport, em Garanhuns, por 2 a 1. Gols de Gaúcho e Magrão para o Alviverde paulista. Edmílson descontou para os donos da casa. Já o Alvinegro carioca venceu o Marília, no Rio de Janeiro, por 3 a 1. Gols de Sandro e Camacho (2) para o Botafogo. Camanducaia descontou para os visitantes.
Após 34 jogos na Série B, Botafogo e Palmeiras, rebaixados em 2002, voltam a figurar entre os grandes clubes do Brasil.

A classificação do Alviverde paulista veio no melhor estilo dramático. Em pleno agreste pernambucano, diante de uma torcida fanática e revoltada, o Palmeiras contou com a raça, com o talento e, por que não, com a superstição do volante Magrão. De quebra, conquistou o título da Segundona e garantiu também o acesso do Botafogo.

Na verdade, o acesso foi cantado ainda antes do jogo. Magrão resolveu apostar nos “deuses da bola” e entrou em campo com a mesma camisa utilizada no jogo contra o Santa Cruz, quando marcou seu primeiro gol na temporada. E profetizou: “Eu não sou atacante, é díficl acontecer. Mas, por que não? Sei lá, de repente sai o golzinho do acesso. Por isso coloquei essa camisa outra vez”.

O Sport pressionou o Palmeiras desde o início, mas não conseguia furar a defesa adversária. Mas a raça pernambucana foi premiada no segundo tempo. O zagueiro Gaúcho mandou uma bomba, cobrando falta, da entrada da grande área e abriu o placar para os donos da casa.

Para piorar a situação do clube paulista, Adãozinho foi expulso poucos minutos após o primeiro gol da partida. Mas a fé de Magrão foi mais forte e numa cobrança de escanteio da esquerda, o volante subiu mais do que a defesa do Sport e empatou a partida.

O empate já classificava o Palmeiras para a Série A em 2004, mas Edílson pôs fim ao sofrimento dos paulistas. Após passe de Diego Souza, o atacante invadiu a área e tocou na saída de Maizena. Dali pra frente foi só esperar. Marcos ainda fez algumas defesas, Diego Souza ainda acertou a trave. Poucos repararam. O importante era o acesso à elite do futebol brasileiro.

O sofrimento dos cariocas

O Botafogo se mostrou nervoso no início do duelo, enquanto o Marília apresentava consciência tática e tentava engatar rápidos contra-ataques. Num deles, aos 7 minutos, Camanducaia avançou pela esquerda e fez cruzamento perigoso. Daniel se antecipou a Zé Luís, salvando a pátria alvinegra.

O primeiro chute a gol do time da casa só saiu aos 17 minutos. Camacho arriscou de longe e a bola passou à esquerda da trave.

Aos 23, os botafoguenses foram ao delírio. Como os atacantes não estavam resolvendo o problema, os zagueiros se apresentaram na frente. Edgar fez bela jogada e serviu Leandrão, que recuou para o violento disparo de Sandro no ângulo direito: 1 x 0.

Mais três minutos e a fatura poderia ser liquidada, não fosse erro grosseiro do árbitro Carlos Eugênio Simon. Leandrão ganhou a disputa com Adeílson e sofreu pênalti indiscutível. Se não bastasse não enxergar a falta, Simon deu cartão amarelo para o atacante, que não poderá enfrentar o Palmeiras na última partida do quadrangular final.

O Botafogo começou melhor no segundo tempo. Almir perdeu uma grande oportunidade de ampliar o placar para os donos da casa no primeiro minutos. Seis minutos depois, Leandrão é derrubado na área e o arbitro marca pênalti. Camacho cobrou com perfeição no canto esquerdo: 2 a 0.

A partida permaneceu disputada, apesar da vitória do Botafogo por 2 a 0. Os donos da casa quase marcaram o terceiro gol aos 10 minutos. Almir bateu da meia-lua e acertou a trave direita. Aos 14, Juca bateu falta da entrada da área, Max deu rebote e Camanducaia, impedido, completou no travessão.

Aos 27, a vida alvinegra foi facilitada com