Cuba e Irã criticam intervenções militares na Líbia

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Publicado terça-feira, 6 de setembro de 2011 as 12:57, por: cdb
Atualizado em 08/09/11 13:12

BELGRADO, 6 SET (ANSA) – Os governos de Cuba e do Irã criticaram hoje a intervenção militar de países ocidentais na Líbia, durante as celebrações do 50° aniversário da criação do Movimento dos Países Não-Alinhados (MNA), em Belgrado.

O vice-ministro de Relações Exteriores cubano, Abelardo Moreno, afirmou que os objetivos declarados para a intervenção no país norte-africano, como a proteção dos civis, são somente desculpas.

“[Eles] nos dizem que são guerras preventivas, nos dizem que estão protegendo os civis”, mas estes são somente “pretextos” de quem visa a “colocar em dúvida a soberania de outros países” para se apoderar de suas “riquezas e recursos”, afirmou Moreno.

O chefe da delegação iraniana, Mohammad Mehdi Ajondzadeh, por sua vez, denunciou “as intervenções e a política arrogante de certos países”.

Segundo ele, essas ações provocaram “guerras prolongadas e sangrentas no Oriente Médio e no Norte da África”, enquanto os meios de comunicação de massa são usados para “distorcer a verdade e influenciar a opinião pública, violando os princípios da liberdade e dos direitos humanos”.

A MNA, que foi fundada há 50 anos em Belgrado, é integrada por 118 países, considerados membros plenos, e outros 18 que participam como observadores.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu ontem aos países-membros da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) que rechaçassem a “barbárie” promovida na Líbia, que, segundo ele, já causou a morte de mais de três mil pessoas. (ANSA)