Cuba apresenta menor taxa de mortalidade infantil da América Latina

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Publicado sábado, 3 de janeiro de 2004 as 16:27, por: cdb

Cuba registrou em 2003 uma taxa de mortalidade infantil de 6,3 por mil nascidos vivos, o que torna a ilha o país com menor índice da América Latina, informou neste sábado, o jornal oficial Granma.

Esse indicador internacional mede o estado de saúde da população e especialmente o desenvolvimento do atendimento materno-infantil, segundo a fonte, que considera a marca uma conquista “inquestionável” do governo de Fidel Castro.

A taxa de Cuba é menor do que a de Estados Unidos (7), Costa Rica (9), Chile (10), Uruguai (14), Argentina (16), Venezuela (19), Panamá e Colômbia (19), México (24), Equador (25), Paraguai (26), Brasil (30), Peru (30), Nicarágua e República Dominicana (32), El Salvador (33), Guatemala (36) e Haiti (79), entre outros, segundo o relatório sobre o Estado Mundial da Infância Unicef, citado pelo jornal.

O cálculo da taxa de mortalidade infantil inclui todos os falecimentos de menores de um ano que ocorrem na população de nascidos vivos em um período de 12 meses.

Durante os últimos cinco anos o comportamento do indicador na ilha assinala que em 1999 este foi de 6,4; em 2000, de 7,2; em 2001, de 6,2; em 2002, de 6,5, e no ano passado, de 6,3.

Em Cuba a mortalidade em crianças menores de um ano ocorre devido a afecções perinatais (que se apresentam nos primeiros dias de vida); anomalias congênitas, fundamentalmente as cardiovasculares; gripe e pneumonia; septicemia, e acidentes, sobretudo em casa.

O jornal cubano afirma ainda que oito das 14 províncias da ilha apresentam índices inferiores a 6,3, com a exceção de Guantánamo, ao leste de Havana, que tem uma taxa de 8,6, a maior de Cuba. 

– Estas inquestionáveis conquistas da saúde materno-infantil provam a obra criadora da Revolução em educação, na proteção social e de trabalho de cada gestante (…) apesar da contínua guerra econômica à que nosso país se vê submetido há mais de quatro décadas pelo bloqueio (embargo) dos EUA –  afirma o Granma.

Durante 2003 foram registrados em Cuba 136.772 nascimentos, de acordo com dados preliminares, 4.243 a menos do que em 2002.