Crivella anuncia liberação de mais de R$ 400 milhões para obras em comunidades carentes do Rio 

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 23 de setembro de 2011 as 11:13, por: cdb

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) anunciou em Plenário, nesta sexta-feira (23), que o governo vai liberar mais de R$ 400 milhões para obras em comunidades carentes da capital fluminense. Ele disse que recebeu a confirmação por meio da ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Esclareceu que os recursos são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e informou ter atuado para que as obras fizessem parte desse programa.

O dinheiro irá para obras de saneamento, melhorias habitacionais, instalação de internet banda larga, acessibilidade, creches e postos de saúde. O Morro da Mangueira receberá R$ 153 milhões, com R$ 150 milhões reservados a comunidades da região de Rio Comprido e Vila Isabel. O Chapadão, em Costa Barros, terá R$ 64,5 milhões, enquanto o Jardim Batan, em Realengo, contará com cerca de R$ 80 milhões.

– São comunidades que já vinham há muito tempo esperando para receber essas obras – comemorou.

Ao fazer o anúncio, o senador aproveitou para reconstituir o início da formação das favelas cariocas. Contou que, sem garantia de trabalho e moradia, negros alforriados depois de lutarem na Guerra do Paraguai foram autorizados a ocupar os morros. Esse foi também foi o destino de soldados que participaram da campanha contra o beato Antonio Conselheiro, no sertão da Bahia.

Para o senador, por muito tempo o país ficou sem líderes políticos que se empenhassem pela divisão da riqueza entre todos os brasileiros. Por isso, conforme assinalou, até hoje se convive com a “tragédia das favelas”, com famílias vivendo em barracos apertados ainda sem esgoto e abastecimento de água, sob o risco das intempéries climáticas. Para o senador, é uma “indignidade” na sétima maior economia do mundo.

– As favelas brasileiras são um monumento hediondo, mas não perpétuo da desigualdade entre brasileiros – afirmou.

O senador considera que tem havidos avanços desde o governo do ex-presidente Lula. Porém, em relação ao PAC, observou que as obras precisam de maior agilidade.

Da Redação / Agência Senado