Cristovam alerta para problemas que podem travar o desenvolvimento 

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Publicado quarta-feira, 22 de junho de 2011 as 17:17, por: cdb

Na opinião do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o Brasil, cuja economia está bem momentaneamente, não vai bem, pensando-se estrategicamente. O país tem a 7ª economia do mundo, com crescimento sistemático e elevação da renda per capita, bancos sólidos e moeda forte, mas sérios problemas ainda sem solução podem inviabilizar o desenvolvimento econômico para daqui a alguns anos, alertou.

Em discurso nesta quarta-feira (22), ele mencionou pontos que merecem atenção imediata do governo, como o endividamento das famílias brasileiras – que pode gerar bolhas no setor de bens de consumo – e das empresas – que leva à especulação no mercado de capitais. O senador também citou a elevada taxa de juros, que se mantém alta graças ao excesso de endividamento e consumo elevado.

Além disso, salientou Cristovam, também é importante observar os gastos públicos exagerados; a falta de investimento em infraestrutura; a burocracia excessiva, que dificulta a dinamização da economia; a corrupção, que tira dinheiro público e privado do sistema e aumenta a bolha de especulação como forma de lavagem de dinheiro; o corporativismo, em que cada um defende o seu e ninguém abre mão de nada em prol do coletivo, seja de salários, lucros ou renda, dividindo o Brasil em “microrrepúblicas”; além da inflação, que precisa ser reduzida e controlada.

Na opinião de Cristovam, todos esses problemas precisam ser resolvidos assim como a lacuna na educação brasileira. Hoje o crescimento econômico de um país não consegue mais se sustentar em commodities, para ser sólido e estável, é necessário exportar bens de alta quantidade de inteligência tecnológica, e eles só são viáveis com boa educação para todos, criação de centros universitários e trabalho conjunto com centros de ciência e tecnologia, afirmou.

– Não há futuro para a economia ir em frente se não formos capazes de dominar ciência e tecnologia a serviço dessa economia – alertou.

Da Redação / Agência Senado