Crise líbia tem pouco impacto na Petrobras e no mundo, diz Gabrielli

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Publicado quarta-feira, 24 de agosto de 2011 as 12:05, por: cdb

Crise líbia tem pouco impacto na Petrobras e no mundo, diz Gabrielli Petrobras tem investimentos “imateriais” de poucos milhões de dólares na Líbia e mantinha só sete pessoas no país, diz o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, em entrevista à Carta Maior. Para ele, mercado internacional de petróleo será pouco afetado porque EUA e China não dependem de exportações líbias. Mas cenário mudará, se produção na Líbia não for retomada logo.

André Barrocal

BRASÍLIA – A situação política na Líbia afetará “muito pouco” ou “quase nada” a Petrobras, cujos negócios no país são praticamente “imateriais”. Já o impacto no mercado internacional de petróleo tende a ser pequeno, desde que os líbios, controladores da oitava maior reserva do mundo, retomem logo a produção, o que depende do desfecho do caso. As avaliações são do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Segundo o executivo, a Petrobras mantinha um escritório alugado e apenas sete pessoas na Líbia, todas em atividades exploratórias e laboratoriais. A estatal não tem produção, nem está perfurando poços. Dos sete funcionários, os que eram brasileiros voltaram para casa. Os que eram líbios deixaram a terra natal e estão em lugar que a Petrobras mantém em segredo, por razões de segurança.

Os investimentos da empresa na Líbia eram de “poucos milhões de dólares”, nas palavras de Gabrielli. Volume que ele cassificou de “absolutamente imaterial”, diante do tamanho do plano de negócios da estatal, que prevê gastos de US$ 224 bilhões até 2015. “O impacto para nós é muito pouco ou quase nada”, disse Gabrielli à Carta Maior.

Em relação ao mercado internacional, o executivo também traça um cenário tranquilo. As duas maiores economias do mundo, Estados Unidos e China, importam pouco petróleo líbio. A Europa compra mais, dada a característica do petróleo líbio, mas tem hoje uma atividade econômica que não acelera.

O cenário vai mudar, porém, caso a Líbia venha a atravessar um prolongado período de indefinições políticas. “Não acredito que tenha grande impacto sobre preços nem na situação do mercado, se a Líbia voltar a produzir rápido. O que é uma interrogação. Depende do que vai fazer o novo governo ou o Kadafi. Ninguém sabe ainda”, disse.

A íntegra da entrevista exclusiva concedida por Gabrielli à Carta Maior, na quala ela fala sobre o futuro e o gigantismo da empresa, o leitor poderá conferir na próxima sexta-feira (26/08).