Crise é mais grave, diz médico sobre pneumonia atípica na China

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 9 de abril de 2003 as 19:25, por: cdb

Um médico chinês acusou seu governo de esconder detalhes sobre a propagação da pneumonia atípica em Pequim. Para ele, a crise é mais grave do que se imaginava.

O médico calculou que o número de casos na capital chinesa poderiam ser cinco vezes maior do que o admitido oficialmente. As 53 mortes na China continental, divulgadas pelo governo chinês, ocorreram, principalmente, na região de Cantão (Guangdong).

Nesta quarta-feira, mais duas mortes relacionadas a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sras) foram confirmadas em Hong Kong, elevando a 106 o número de vítimas no mundo. Pelo menos 2.900 pessoas já foram contaminadas com o vírus, que continua se espalhando para outras partes do planeta.

As autoridades médicas da África do Sul identificaram um provável caso de pneumonia atípica no país. O paciente, que está de quarentena em um hospital de Pretória, voltou há um mês de Hong Kong. O Departamento de Saúde Pública colocou linhas telefônicas à disposição, que atendem 24 horas para receber informações sobre possíveis doentes.

No Casaquistão, um homem permanece hospitalizado sob suspeita de ter sido contaminado com o vírus. Ele passou as férias na Tailândia, no mês passado. Esse pode ser o primeiro caso do país, que faz fronteira com a China.

Em um dos países com mais casos da doença, a Igreja Católica de Cingapura proibiu que os padres atendam os fiéis em confissões individuais, por causa do risco de contaminação. O ritual tem sido substituído por cerimônias gerais de absolvição, com horários marcados.

Nos Estados Unidos, uma enfermeira que cuidava de um paciente com a síndrome provavelmente é a primeira auxiliar de saúde a contrair o vírus. A informação foi revelada pela diretora do centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Julie Gerberding, na Universidade da Califórnia. No país existe 155 casos da doença, com nenhum registro de morte. Já o vizinho Canadá tem 94 casos confirmados e mais de 100 suspeitos.