Crise de refugiados testará UE em cúpula de líderes divididos

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Publicado domingo, 20 de setembro de 2015 as 16:14, por: cdb

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas:

Líderes europeus amargamente divididos tentarão encontrar uma resposta plausível à pior crise migratória do continente desde a Segunda Guerra Mundial em uma cúpula de emergência na semana que vem. A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu neste domingo que seus pares aceitem a responsabilidade conjunta.

crise de refugiados
Angela Merkel, pediu neste domingo que seus pares aceitem a responsabilidade conjunta

– A Alemanha está disposta a ajudar. Mas não é apenas um desafio para a Alemanha, mas para toda a Europa – disse Merkel.

– A Europa precisa agir coletivamente e assumir a responsabilidade. A Alemanha não consegue lidar com essa tarefa sozinha – completou.

Adotando um tom mais cético sobre migração do que nas semanas anteriores, Merkel também advertiu que a Alemanha não pode abrigar aqueles que estão se movendo por motivos econômicos, em vez de fugir de guerras ou da perseguição.

– Somos um país grande. Somos um país forte. Mas agir como se conseguíssemos resolver sozinhos todos os problemas sociais do mundo não seria realista – acrescentou.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que lidera cúpulas da União Europeia, disse em sua conta no Twitter neste domingo, após reunir-se no fim de semana com a Jordânia e com o Egito, que a UE precisa ajudar os refugiados da Síria a encontrar uma vida melhor.

Esse será um dos tópicos de discussão na cúpula de quarta-feira em Bruxelas, com centenas de milhares de refugiados e migrantes desbravando os mares e viajando através da empobrecida península dos Bálcãs buscando países mais ricos no norte da Europa.

O bloco econômico de 28 países-membros tem enfrentado dificuldades para encontrar uma resposta unificada à crise, que testou muitos de seus membros mais novos no Oriente, que não estão acostumados com imigração em larga escala.

Neste domingo, a Hugia erguei um portão de aço e cercas na fronteira com a Croácia, o mais novo país-membro da UE. Sobrecarregada por um influxo de cerca de 25 mil migrantes nesta semana, a Croácia tem enviado os migrantes para o norte, via ônibus e trens, para a Hungria, que os despacha, por sua vez, para a Áustria.

Por volta de 10,7 mil migrantes entraram na Áustria da Hungria neste domingo, em torno de 200 a mais do que no sábado.