Cotação nos preços do petróleo e do Wal-Mart mexe com as bolsas

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Publicado quinta-feira, 18 de agosto de 2016 as 14:48, por: cdb

As ações de petróleo tinham alta, após o Brent ter chegado a US$ 50 por barril pela primeira vez em seis semanas, depois de os maiores produtores terem se preparado para discutir um possível congelamento da produção

 

Por Redação, com agências internacionais – de Nova York e São Paulo

 

Os principais índices acionários dos Estados Unidos tinham leve variação nesta quinta-feira, com a alta dos preços do petróleo e dados fortes do Wal-Mart sendo ofuscados pela fraqueza no desempenho de ações financeiras e de consumo de bens não essenciais.

Petróleo
A produção média de petróleo em junho foi de 2,3 milhões de barris por dia, resultado 2% acima do volume produzido no mês anterior

Às 11h55 (horário de Brasília), o índice Dow Jones ganhava 0,07%, a 18.587 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,15%, a 2.185 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,25%, a 5.241 pontos. O Wal-Mart, que integra o Dow Jones, ganhava cerca de 1,9%, após ter atingido mais cedo US$ 75,19 — a máxima em mais de 14 meses — após a varejista ter divulgado um lucro trimestral melhor do que o esperado. A ação dava o maio impulso ao Dow e ao S&P 500.

As ações de petróleo tinham alta, após o Brent ter chegado a US$ 50 por barril pela primeira vez em seis semanas, depois de os maiores produtores terem se preparado para discutir um possível congelamento da produção. O petróleo dos Estados Unidos estava operando perto dos US$ 47.

Os investidores também pesavam a ata da reunião de julho do Federal Reserve, que mostrou que as autoridades estavam divididas quanto à possibilidade de aumentar as taxas de juros no curto prazo.

Bolsas no Japão

As exportações do Japão caíram em julho no ritmo mais rápido desde a crise financeira global, com a valorização do iene se somando ao desafio de mercados externos fracos, deixando a economia e o governo mais dependentes da instável demanda doméstica para direcionar o crescimento.

O iene caminhava para máxima em sete semanas em relação ao dólar, levando membros do Ministério das Finanças, do banco central japonês e dos reguladores financeiros a realizar uma reunião de emergência para avaliar a atual situação do mercado.

O governo reiterou uma ameaça velada de intervir, em resposta a movimentos especulativos, mas operadores dizem que poucas opções estão disponíveis porque isso poderia ser considerado desvalorização competitiva, algo que o G7 desaprova.

As exportações do Japão caíram por dez meses consecutivos, o maior período de baixa desde as perdas disparadas pela crise financeira global.

Em julho, as exportações caíram 14% na comparação anual, em linha com a mediana em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters com economistas. Foi a maior queda desde outubro de 2009.

As exportações no mês passado caíram devido a menos envios de carros aos Estados Unidos, de navios para a América Central e de aço para a Itália, mostraram os dados.

O iene já subiu cerca de 20% ante o dólar neste ano e mais valorização poderia prejudicar os ganhos de exportadores e aumentar a pressão deflacionária ao reduzir os preços de importados.