Correios vão anunciar nesta sexta-feira se negociam com grevistas

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Publicado sexta-feira, 12 de setembro de 2003 as 11:10, por: cdb

A diretoria da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) está reunida na manhã desta sexta-feira, em Brasília, para fazer um balanço da greve dos funcionários iniciada ontem. Após, devem ser divulgados os números oficiais da paralisação e uma possível proposta para pôr fim à greve.

A Federação dos Sindicatos dos Correios afirmou hoje que a previsão é de que 70% a 80% dos funcionários em todo país estão parados. Ontem aderiram à greve os estados de PA, RN, GO, TO, além da cidade de Juiz de Fora (MG). Só faltam aderir MT, MS e SE, que devem fazê-lo na assembléia desta sexta-feira, segundo a Federação.

Em todo o país, os funcionários estarão participando hoje de assembléias para decidir sobre a paralisação. Em São Paulo, a reunião ocorre às 15h na Praça da Sé. No Rio Grande do Sul, 400 mil correspondências deixaram de ser entregues na região metropolitana de Porto Alegre por causa da paralisação. Segundo o Sindicato Gaúcho dos Trabalhadores em Empresas Postais, Telegráficas e Similares, a adesão ao protesto atingiu 90% das agências no estado.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sintect/DF), Moysés Leme, se reuniu no início da noite de ontem com o Ministro das Comunicações, Miro Teixeira, para discutir uma proposta. Teixeira ficou reunido até o início da madrugada com integrantes do comando de negociações da greve dos funcionários da ECT. De acordo com informações da ECT, a proposta do governo para o reajuste salarial dos funcionários grevistas foi de 14%. Segundo informações da assessoria do ministério, até as 23 hs de ontem, o comando de negociações estava decidindo entre três propostas para encaminhar uma ao Ministério.

Com relação às declarações do ministro das Comunicações, Miro Teixeira, pedindo que o funcionamento continuasse equilibrado, para não correr risco de privatização, a Federação disse que os Correios não estão no patamar de serviços essenciais, por isso, não precisam fazer regime de emergência para manter o funcionamento das agências.

Os grevistas, paralisados desde ontem, reivindicam reposição de perdas salariais de 1994 a 2002 e aumento do piso salarial de R$ 385,00 para R$ 1.500,00. A empresa estimava, ontem que 18% dos funcionários tivessem aderido ao movimento. O percentual equivale a 18.452 empregados parados.