Coronel Telhada diz que será atuante na Comissão de Direitos Humanos

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 8 de maio de 2015 as 14:19, por: cdb

Ex-comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e hoje deputado estadual, o Coronel Telhada (PSDB) foi indicado pela liderança do partido a participar da escolha pela presidência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Com 22 deputados na Casa, o PSDB escolheu o ex-PM e os deputados Carlos Bezerra Jr. e Hélio Nishimoto para ocuparem as três vagas da sigla na comissão. A nomeação, efetivada no final do mês passado, abriu espaço para que o paralamentar de ultradireita assumisse a condução dos trabalhos na Comissão.

 

Ex-comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e hoje deputado estadual, o Coronel Telhada (PSDB)
Ex-comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e hoje deputado estadual, o Coronel Telhada (PSDB)

 

O currículo de Telhada, que tem na truculência e no alto número de mortes suspeitas a marca de sua passagem pela ROTA, no entanto, pesou na escolha de um outro parlamentar para o cargo. Um acordo firmado entre os parlamentares da Casa determina que a presidência será do PSDB, e o nome indicado pela bancada do partido foi o de Carlos Bezerra Jr, que atuou na comissão nos últimos quatro anos.

– Gostaria de ser o presidente, mas não deu. O PSDB escolheu Carlos Bezerra – informou o Coronel Telhada, de acordo com sua assessoria de imprensa. O ex-PM também confirmou que continua sendo membro da comissão e que participará “de todas as reuniões”.

Na legislatura anterior, que vigorou até março de 2015, a Comissão de Direitos Humanos era presidida pelo então deputado Adriano Diogo, do PT. A indicação de Telhada para a Comissão de Direitos Humanos foi feita pelo líder do PSDB na Casa, deputado Carlão Pignatari, que nesta quinta-feira criticou o destaque que veículos da imprensa deram à nomeação do ex-PM.

– Vivemos em uma democracia e o deputado Telhada foi eleito legitimamente como representante da população. Por que, então, esse preconceito? A sociedade quer segurança, quer ter seus direitos humanos respeitados bem como os policiais de todo o Estado. A prerrogativa é que por um deputado ser policial ou médico ou dentista ou educador ou qualquer outra formação profissional ele estaria alijado de participar de comissão não correlata? E a liberdade de expressão e participação? – escreveu Pignatari, em nota divulgada nesta sexta-feira.