Coronel PM relata como sobreviveu a um assalto na Linha Vermelha

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Publicado terça-feira, 27 de outubro de 2009 as 14:46, por: cdb

O coronel Eraldo Almeida Rodrigues, comandante do 34º Batalhão de Polícia Militar (BPM), relatou ao Correio do Brasil, nesta terça-feira, com exclusividade, a tentativa de assalto de que foi vítima, no último domingo, por volta de 20h, na Linha Vermelha. Ao perceber que seria assaltado, o comandante PM agiu rapidamente:

– Fui deixar minha filha em Copacabana e, na volta, quando saí da Linha Vermelha, contornei na Ilha do Fundão para entrar na Linha Amarela, atrás de um táxi. Fomos interceptados por um carro que atravessou na frente, quatro marginais desceram, sendo dois ao meu carro. Rapidamente joguei a pistola para debaixo do banco. Um deles portava uma pistola-metralhadora Uzi e  veio do meu lado. Abri a porta e saí do carro e ele falava o tempo todo que ia me matar se eu fosse polícia. Pedia calma, dizia que não era polícia e era pai.

‘Por favor, não me mate’

Durante o assalto, o policial militar, que estava com a esposa, grávida, no interior do veículo, tentou se afastar do carro o máximo possível:

– “Por favor não me mate”, repeti várias vezes, e fui andando para trás, implorando para largar minha mulher grávida do lado do carona, antes deles acharem minha pistola. Quando eles a largaram, entramos correndo no matagal e nos escondemos, mas esperava pelo pior. Eles, no entanto, não conseguiram sair com o carro e sequer tiveram tempo de revistar o interior do veículo. O câmbio é automático e eles não souberam como acionar, largando o carro no local.

Segundo o comandante Rodrigues, a PM agiu prontamente após constatar o arrastão na Linha Vermelha.

– Corremos pelo mato, achando que iam atirar na gente, e chegamos na bifurcação da Linha Vermelha com a Linha Amarela. Pedíamos socorro, mas ninguém parava, até que um motorista viu a minha mulher, já em adiantado estado de gravidez, implorando socorro. Ele parou e nos levou ao Batalhão da Maré (22º BPM), onde soube que os PMs já haviam recuperado meu carro. Por sorte, vários (PMs) já tinham trabalho comigo quando o 22º BPM era em Benfica. Recebi muito carinho e apoio – lembra o comandante.

Emocionado, o policial militar lembrou-se de agradecer por estar vivo:

– A todos sou muito grato. Ao chegar em casa, ajoelhei-me e agradeci ao Grande Arquiteto do Universo e a São Jorge, por estar vivo, bem como a minha mulher e minha filha que vai nascer.