Coreia do Norte pode disparar mais mísseis antes de negociação

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Publicado terça-feira, 13 de outubro de 2009 as 11:09, por: cdb

A Coreia do Norte se prepara para disparar mais mísseis de curto alcance, disse uma agência de notícias na terça-feira, numa possível tentativa de reforçar seu poder de barganha com vistas às eventuais negociações sobre o fim do seu programa de armas nucleares.

Uma fonte do governo disse à agência sul-coreana Yonhap que o Norte testou na segunda-feira cinco mísseis na sua costa leste, e que pode disparar outros.

– Houve indicações de que o Norte está se preparando para disparar mísseis de curto alcance na costa oeste – disse essa fonte.

A Coreia do Norte emitiu um alerta para que os navios fiquem longe de sua costa durante o período diurno entre 12 e 16 de outubro, segundo a Guarda Costeira japonesa.

Mas, menos de um dia depois de Pyongyang assustar a região com seu primeiro teste de mísseis em cerca de três meses, o regime também concordou em estabelecer discussões com Seul a respeito de questões intercoreanas, sinalizando que não está fechado ao diálogo.

A notícia sobre os mísseis derrubou a Bolsa de Seul na abertura do pregão. A China, que tem certa proximidade política com a Coreia do Norte, disse que o teste de mísseis terá pouco impacto na retomada das negociações multilaterais sobre o programa nuclear norte-coreano.

– Acredito que isso não afetará a tendência de relaxamento (da tensão) a respeito da península coreana – disse um porta-voz da chancelaria.

O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, manifestou maior preocupação, dizendo que o teste, “se for verdade, é muito lamentável”.

Na segunda-feira, a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, havia dito que Washington manteria seus esforços pelo desarmamento nuclear da península.

Já as autoridades sul-coreanas minimizaram os disparos, dizendo que eles são parte de exercícios militares de rotina.

– Os mísseis são idênticos àqueles que foram disparados numerosas vezes no passado, então não acreditamos que haverá problemas na realização de conversas, que irão prosseguir – disse Chun Hae-sung, porta-voz do Ministério da Unificação.