Coreia do Norte diz que está pronta o diálogo e a guerra

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Publicado segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 as 15:09, por: cdb

A Coréia Democrática afirmou nesta segunda-feira (27) estar pronta para “o diálogo e a guerra”, ao denunciar novamente as manobras militares conjuntas que Estados Unidos e Coreia do Sul estão empreendendo.
Um porta-voz da chancelaria assegurou que, devido a esses exercícios militares, a situação na península e na região se torna “extremamente tensa, ultrapassando outra vez a linha vermelha”.

Recordou que estas manobras tiveram início justamente quando a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) e os Estados Unidos estavam negociando as bases de um acordo que garantissem a paz e segurança na península, em atendimento às aspirações do povo coreano.

O porta-voz referiu-se às conversas da semana passada em Beijing entre representantes de Washington e Pyongyang, as quais deram continuidade a encontros similares realizados em Nova York e Genebra em julho e outubro de 2011, respectivamente.

De acordo com a fonte, após publicar em janeiro último a nova estratégia de defesa nacional focada na região Ásia-Pacífico, os Estados Unidos aumentam o número e a intensidade dos exercícios militares conjuntos na Coreia do Sul, em uma demonstração inequívoca de que o seu alvo principal é RPDC e as nações próximas.

É ofensivo que os Estados Unidos tenham usado a paz como pretexto para conhecer a situação na península e, de posse do conhecimento, tenham investido na estratégia de reforçar suas forças armadas no nordeste da Ásia, advertiu o porta-voz, citado pela agência de notícias Kcna.
Para as manobras militares conjuntas “Key Resolve”, que seguirão até o próximo 9 de março, se mobilizarão 200 mil efetivos sul-coreanos e 2.100 oficiais do Pentágono, aos quais se somarão 800 procedentes de outros territórios. A partir da próxima quinta-feira e até 30 de abril se realizarão as manobras de “Foal Eagle”, na qual intervirão 11 mil soldados estadunidenses.

A RPDC denuncia estes exercícios como ensaios de guerra contra seu território, enfatizando o caráter agressivo das ações.

Fonte: Prensa Latina

 

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