Cordão da Bola Preta concorre ao título de maior festa de rua do mundo

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 as 06:42, por: cdb
Na esquina da Avenida Rio Branco, com o Theatro Municipal ao fundo, um mar de gente emoldura a atriz Leandra Leal, rainha do Bola Preta
Na esquina da Avenida Rio Branco, com o Theatro Municipal ao fundo, um mar de gente emoldura a atriz Leandra Leal, rainha do Cordão da Bola Preta

Do alto de seus 95 anos de existência, o bloco Cordão da Bola Preta, um dos mais tradicionais do carnaval do Rio de Janeiro, concorre ao título de a maior festa de rua do planeta, concedido pelo Guinness Book. A informação foi confirmada pela Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro nesta quarta-feira. No Rio, há cerca de 500 blocos de rua que participam do carnaval da cidade.

A Secretaria de Turismo do Rio detalhou nesta quarta a organização para o carnaval de 2013, incluindo a colocação de 16,2 mil banheiros e uma campanha maciça para seu uso adequado. No total, são esperados 492 blocos carnavalescos – 44% a mais do que no ano passado.

Criado em 1918, o Cordão da Bola Preta é o mais antigo bloco de rua do Rio. Em 2012, o grupo bateu recorde de público ao reunir mais de 2 milhões de pessoas, segundo informações do comando do grupo. Tradicionalmente, o bloco desfila no sábado de carnaval a partir das 9 horas. Ao longo do ano, o Cordão da Bola Preta promove eventos, como feijoadas e bailes.

Em 1917, um grupo de boliferos rapazes, na sua maioria jovens remadores do Club de Regatas do Botafogo, associados ao Club dos Democráticos, não se conformou com a suspensão de um de seus membros e passou a realizar suas fuzarcas – regadas a muito chopp e anedotas. Nesses encontros, decidiram fundar um cordão carnavalesco que chamaram, provisoriamente, de Só se bebe água.

Os primeiros bailes foram realizados em vários espaços, alugados durante o período anterior e durante o carnaval. O problema é que a cada ano o sucesso era maior e os salões não eram grandes o bastante para abrigar todos os associados, que chegavam acompanhados de várias moças, além dos convidados.

Crescia no grupo a ideia e o desejo de ter um espaço permanente, que pudesse abrigar todas as atividades dos Bolas. Em 1940, uma lei tornou obrigatório que todos os clubes, de qualquer espécie, tivessem uma sede. Foi o que faltava para resolverem o assunto. Dentre os vários espaços levantados, escolheram um sobrado no Largo da Carioca, rua Bittencourt da Silva, nº 26-B, primeira sede a abrigar as reuniões, almoços e jantares, e os cada vez mais famosos e concorridos bailes de carnaval.